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3 de dezembro de 2020

Um Livro, Uma Comunidade - Tertúlia literária: Salsugem


No dia 25 de novembro, integrando a Semana da Escola,  realizou-se mais uma tertúlia, Para ler e relembrar o patrono da escola, a obra lida foi Salsugem, de Al Berto. Devido à situação atípica que vivemos e também devido à distribuição dos horários por turnos, realizaram-se duas sessões, uma no turno da manhã e outra de tarde. Estiveram presentes 1 aluno, uma funcionária, e seis docentes. Alguns alunos inscritos não puderam comparecer pois encontrava-se em isolamento profilático. 

Desta vez não se realizou o já habitual lanche literário pelas razões que todos bem conhecemos e vivemos.

A conversa foi animada com as várias "leituras" e opiniões dos presentes sobre o livro e os poemas em questão. Foram lidos poemas, excertos de outros e  para alguns "tertuliantes" foi uma boa descoberta. Ficou a promessa de mais leituras. 

No final, foram apresentadas sugestões  para a próxima tertúlia. a realizar em janeiro. e ficou decidido que seria um livro sobre viagens.  







Opinião 

Já perdi a conta ao número de leituras que  fiz deste livro. Leio sempre com um enorme prazer e confesso que a leitura nunca é idêntica. Desta vez, li para participar nesta tertúlia literária. 
Salsugem é, para mim, um dos melhores livros do poeta, considero que há nele um aprofundamento da escrita, no sentido em que representa o universo da sua temática: o mar, o deserto, a errância, o crepúsculo, a noite, a memória, a infância, a morte, o corpo, a escrita. 
“a escrita é a minha primeira morada de silêncio
a segunda irrompe do corpo movendo-se por trás das palavras
(…)
outros corpos de salsugem atravessam o silêncio
desta morada erguida na precária saliva do crepúsculo”

Trata-se de uma escrita que problematiza questões atuais (“hoje é dia de coisas simples”), que evidencia o desespero, o desassossego da passagem do tempo, da precariedade da vida, a angústia das incertezas, a solidão, o desajustamento com o seu tempo, a melancolia. 
Na escrita de Al Berto “ deambula a melancolia lunar do corpo” 

Deixo-vos um dos meus poemas preferidos de Salsugem:

se um dia a juventude voltasse
na pele das serpentes atravessaria toda a memória
com a língua em teus cabelos dormiria no sossego
da noite transformada em pássaro de lume cortante
como a navalha de vidro que nos sinaliza a vida

sulcaria com as unhas o medo de te perder... eu
veleiro sem madrugadas nem promessas nem riqueza
apenas um vazio sem dimensão nas algibeiras
porque só aquele que nada possui e tudo partilhou
pode devassar a noite doutros corpos inocentes
sem se ferir no esplendor breve do amor

depois... mudaria de nome de casa de cidade de rio
de noite visitaria amigos que pouco dormem e têm gatos
mas aconteça o que tem de acontecer
não estou triste não tenho projectos nem ambições
guardo a fera que segrega a insónia e solta os ventos
espalho a saliva das visões pela demorada noite
onde deambula a melancolia lunar do corpo

mas se a juventude viesse novamente do fundo de mim
com suas raízes de escamas em forma de coração
e me chegasse à boca a sombra do rosto esquecido
pegaria sem hesitações no leme do frágil barco... eu
humilde e cansado piloto
que só de te sonhar me morro de aflição

Graciosa Reis



10 de dezembro de 2019

Olhares sobre Al Berto - Retrospetiva


Nesta edição de Olhares sobre Al Berto, integrada na "Semana da Escola", realizaram-se várias atividades: leitura conjunta de textos de Al Berto durante 10 minutos em todas as aulas; construção de uma baralho de cartas com palavras/grafismos pelos alunos de 7.º ano, sob a orientação da professora Maria Neves;  leitura e ilustração da obra "três cartas da Memória das Índias" pelos alunos do 10.º F, sob orientação das docentes Susana Machado e Maria Neves; exposição dos trabalhos; tertúlia literária. 


6 de dezembro de 2019

Um Livro, Uma Comunidade - Três Cartas da Memória das Índias

No dia 27 de novembro, realizou-se mais uma tertúlia, a primeira deste ano letivo, sobre Três Cartas da Memória das Índias, de Al Berto. Estiveram presentes 8 alunos, uma funcionária,  e cinco docentes. Para o lanche apareceram mais alguns.

A conversa foi animada com as várias "leituras" e opiniões dos presentes sobre o livro em questão.
No final da tertúlia, cada participante referiu a sua carta preferida de entre as três em discussão e concluiu-se que a Carta ao amigo teve mais adeptos. 

No final, foram apresentadas sugestões de leituras para a próxima tertúlia a realizar em janeiro e resultaram duas propostas - Morreste-me e A Criança em Ruínas, ambos de José Luís Peixoto.



OPINIÃO

Três Cartas da Memória das Índias, de Al Berto. 

Reler. Ler de novo. Sempre. O Medo de Al Berto faz parte daqueles livros que me acompanham sempre. De tempos a tempos, volto a ele quer por questões de trabalho (planificação de actividades) quer por gosto pessoal. A escolha, desta vez, recaiu sobre as Três Cartas da Memória das Índias. 

Estes três textos remetem o leitor para a época das navegações portuguesas, (“As Índias por descobrir”) terra longínqua, possível destino de Al Berto que não sabe muito bem qual será o seu destino. Para ele, o importante é mesmo partir, fugir, procurar um lugar onde as fronteiras se esbatam… 

“não sei o que me espera longe daqui
nem onde pararei de viajar
sei que devo partir de todos os lugares onde chegar
se é que alguma vez vou chegar a algum lugar”

Os destinatários destas três cartas imaginárias (ou não?) são, respectivamente, a mulher, o pai e um amigo. 
À primeira, o poeta atribuiu o nome “Carta da árvore triste”; à segunda, “Carta da região mais fértil” e à terceira, “Carta da flor do sol”. Em intertextualidade com um livro de Pyrard de Laval “Tradução e descrição dos animais, árvores e frutos das Índias Orientais”, o poeta explica-nos, assim, a razão pela atribuição destes nomes às cartas.

Na carta à mulher, o sujeito poético refere o seu cansaço em relação à vida comum, ao quotidiano, à rotina “o dia instalar-se-á igual aos outros milhares de dias” e refere também a existência de um amigo cuja amizade não consegue explicar.

Na carta ao pai, o sujeito poético aborda o longo tempo de silêncio existente entre ambos (“há muito que o silêncio se fez entre nós”) e apresenta as razões da sua partida: a monotonia do amor conjugal, a insistência da mulher na realização das tarefas caseiras,

“não sei se o pai poderá compreender esta velocidade
aqui tudo se tornou dia após dia mais doloroso
minha mulher anda atarefadíssima com o arranjo da casa
parece que mais nada existe para ela”

e o encontro de “outras compensações/ a amizade segura de uma amigo”

Finalmente, a carta a um amigo, verdadeira razão do abandono, da partida “queria dizer-te por que parto/ por que amo”. O desejo, a procura insaciável do “tu”, o medo da ausência, da solidão justificam a partida, o isolamento

“estou definitivamente só
estou preparado para o grande isolamento da noite
para o eterno anonimato da morte
mas perdi o medo
a loucura assola-me
preparo a última viagem às Índias imaginadas”

(Re) Leiam Al Berto. Eu, adoro a sua escrita… e vou (re)lê-lo sempre.

Graciosa Reis





21 de novembro de 2019

Olhares sobre Al Berto


Um Livro, Uma Comunidade - Três Cartas da Memória das Índias

Para comemorar os 18 anos da atribuição do nome "Poeta Al Berto" à escola, a biblioteca vem propor a leitura de um livro do nosso patrono. 

A atividade tem como público alvo toda a comunidade escolar (alunos, professores, funcionários, pais e encarregados de educação e parceiros). 

Leiam as carta e participem na tertúlia que se realizará na BE, dia 27 de novembro.






21 de março de 2019

Dia Mundial da Poesia



e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia


Al Berto



5 de dezembro de 2018

Um Livro, Uma Comunidade - Mar de Leva


No dia 21 de maio  realizou-se mais uma tertúlia, a primeira deste ano letivo, sobre Mar de Leva, de Al Berto. Estiveram presentes 2 alunos, uma funcionária, uma encarregada de educação e cinco docentes. Para o lanche apareceram mais alguns.


Apesar de poucos, a conversa foi animada com as várias "leituras" sobre o livro em questão. Leram-se textos, falou-se de Sines e do poeta. Alguns dos presentes partilharam as suas memórias sobre a transformação da vila naquela época (1976). 


No final, foram  apresentadas sugestões de leituras  para a próxima tertúlia a realizar em janeiro e optou-se por Princípio de Karenina, de Afonso Cruz.



Olhares sobre Al Berto - Retrospetiva

Nesta edição de Olhares sobre Al Berto, integrada na "Semana da Escola" deu-se continuidade ao estendal poético  mas, este ano, realizado pelos utentes dos espaços seniores, em articulação com o Centro de Artes de Sines, que no dia 23 vieram à escola para nos mostrar as peças criadas e ouvirem textos de Al Berto  lidos por alunos em francês e português.

Sob a orientação da professora de educação visual e oficina de artes os alunos de 8.º ano foram desafiados a realizarem o redesign da capa do livro Mar de Leva. Mais uma vez demonstraram muita criatividade.

Realizou-se ainda uma tertúlia sobre Mar de Leva. Leram-se textos e falou-se de Sines e do poeta. Alguns dos presentes partilharam as suas mémorias sobre a transformação da vila naquela época (1976).


Fica a retrospetiva...






8 de novembro de 2018

Um Livro, Uma Comunidade: Mar de Leva

Para comemorar os 17 anos da atribuição do nome "Poeta Al Berto" à escola,  a biblioteca vem propor a leitura deste livro do nosso patrono. 
A atividade tem como público alvo toda a comunidade escolar (alunos, professores, funcionários, pais e encarregados de educação e parceiros). 

Leiam estes 7 poemas dedicados à vila, hoje cidade, de Sines e participem na tertúlia que se realizará na BE, dia 21 de novembro. 







Olhares sobre Al Berto

Nesta edição de Olhares sobre  Al Berto, realizar-se-ão várias atividades em articulação com as disciplinas de português, francês e educação visual.
Também este ano, contaremos  com a participação do CAS.




16 de outubro de 2018

Um Livro, Uma Comunidade

Em novembro a escola comemora mais uma aniversário da atribuição do nome "Poeta Al Berto" (17 anos). Entre várias atividades que serão realizadas durante a Semana da Escola, a biblioteca vem propor, desde já, a leitura deste livro do nosso patrono. 
A atividade tem como público alvo toda a comunidade escolar (alunos, professores, funcionários, pais e encarregados de educação e parceiros). 

Leiam estes 7 poemas dedicados à vila, hoje cidade, de Sines e participem na tertúlia que se realizará na BE, dia 21 de novembro. 






25 de janeiro de 2018

Olhares sobre Al Berto no CAS

O Estendal Poético sobre Al Berto, criado pelos alunos, professores e funcionários da escola está gora patente no Centro de Artes de Sines. O Estendal, no CAS, pretende assinalar a data de nascimento do poeta, que comemoraria os seus 70 anos, no dia 11 de janeiro.






11 de janeiro de 2018

Al Berto



Frase vencedora:

“Seremos sombras, de medo não alcançados, guardados silenciosamente num diário. Seremos pó de calendários lunares, aqueles condenados, ao esquecimento eterno. Seremos sombras, seremos pó, de quem um dia desejamos sermos.”

Beatriz Pedro, 10.ºB



Outras Frases:

“ O medo da mudança não devia existir e sim apenas ser entregue ao anjo mudo que cuida do nosso destino.”

Mónica Almeida, 9.ºA

“ O medo de ficar sem internet.”

João Moreira,9.ºA


“ Por maior que seja a vontade de retrucar e provocar às vezes o melhor é ser um Anjo mudo.”

Mónica Almeida, 9.ºA

“ Não é pelas aparências que se vê um anjo, mas sim falando.”


Diogo Barradas, 9.ºB


“O medo é algo que não se quer, mas que todo o ser humano vem a ter.”
Filipe Cruz, 9.ºB



“ O medo é a razão de algumas tristezas que acontecem na vida das pessoas.”

Madalena Bernardo, 1.º TAP

“A maior virtude do Anjo mudo é o medo, ainda que este aparente ser um defeito.”
António Afonso, 10.ºA



“O medo, uma palavra tão pequena que significa tanto. Medo é algo que não desejamos mas que não conseguimos controlar. Sim é desagradável. Mas é também o que nos faz crescer quando o enfrentamos, é como se fossemos capazes de fazer de tudo. E assim, tornamo-nos mais fortes, mais adultos.”
Daniela Silva,12.ºA

Prémios





13 de dezembro de 2017

Olhares sobre Al Berto - estendal poético

Nesta edição de Olhares sobre Al Berto pretendia-se divulgar a obra do autor. Pensou-se em criar um estendal poético com t'shirts ilustradas por alunos, professores e funcionários com desenhos, fotos e frases do patrono da escola. 
Sob a orientação da professora bibliotecária, de algumas professoras de português e de francês, os alunos revelaram  muita criatividade quer na técnica  quer nos materiais usados. Mais uma vez fomos surpreendidos com tanta ideia magnífica e, por que não, poética.

Havia t'shirts en vários estendais nos diferentes átrios da escola e na biblioteca. "A escola está linda" - disse a professora Lúcia Ramiro. Eu reitero esta opinião e agradeço muito a todos os que se deixaram contagiar por esta ideia. Um agradecimento especial à turma do 3.º TC, que nas aulas de francês, foram os grandes impulsionadores desta ideia e ao Fábio porque sem ele não teríamos estendais. 

Fica a retrospetiva...







11 de dezembro de 2017

Artigos de papelaria originais.

A partir de 20 de novembro, a papelaria da nossa escola tem à venda uma seleção de artigos com referência ao patrono. Esta iniciativa foi concretizada nas aulas de francês (módulo 9 - À volta de um projeto) do curso profissional Técnico de Comércio. 
Parabéns aos alunos e à professora que tão bem levaram a cabo mais uma atividade para promover a escola e o patrono.