Mostrar mensagens com a etiqueta Escola a Ler. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escola a Ler. Mostrar todas as mensagens

21 de janeiro de 2026

Tertúlia Literária - Romance Histórico

Realizou-se, na Biblioteca Escolar Poeta Al Berto, no dia 21 de janeiro, a terceira tertúlia do ano letivo.

Partilharam-se leituras cujo tema foi Romance histórico.

Nesta edição da nossa Tertúlia Literária, mergulhámos no passado e partilhámos a História com as emoções de quem viveu noutra época.

No final, não faltou o nosso lanche convívio, com um belo chá e um delicioso bolo de laranja, confecionado pela D. Cristina, a nossa assistente de biblioteca.



16 de janeiro de 2026

Biblioterapia - 2ª sessão - Sentimentos

 No dia 16 de janeiro realizou-se a 2ª sessão de Biblioterapia, cujo tema foi Sentimentos. Participaram nesta atividade os alunos da turma do 1º ano CEF de Operador Logístico.  Uma sessão um pouco agitada, que demonstrou que os sentimentos não são apenas sentidos, são vividos à flor da pele. 

O objetivo desta sessão foi criar um espaço seguro para traduzir o que, muitas vezes, “ferve” dentro de nós e não encontra porta de saída.

Com "O Livro dos Ressignificados" (Akapoeta), os jovens foram desafiados a dar nomes/ significados aos seus sentimentos: dores e alegrias. O foco foi o poema sobre o Coração, despindo-o da visão puramente biológica para o tratar como o "músculo que aprendeu a ler o mundo".

Com o "O Pássaro da Alma", de Michal Snunit, a metáfora das gavetas que o pássaro abre e fecha dentro de nós ajudou os jovens a visualizar que nenhum sentimento é permanente e que todos têm o seu lugar. Alguns participantes desenharam o seu pássaro com as suas gavetas, mas não se sentiram confiantes para o apresentar.

Com a delicadeza de "Paz Traz Paz, a leitura do poema "Carne", de Afonso Cruz, serviu para pensar acerca da nossa humanidade, o que somos e a forma como o corpo guarda as marcas das experiências.

Foi uma sessão que mexeu com os sentimentos o que se refletiu no comportamento agitado dos participantes, na sua forma de estar e de interagir com o outro.



1 de outubro de 2025

Tertúlia literária - 22 de outubro



No dia 22 de outubro irá realizar-se, na nossa biblioteca, a primeira tertúlia literária do ano letivo de 2025-2026, cujo tema será Mistério e Fantasia.

Estão todos convidados!

Apareçam! Contamos convosco!

 

11 de junho de 2025

Biblioterapia



No dia 6 de junho, realizou-se, na Biblioteca Poeta Al Berto, a última sessão de Biblioterapia do ano letivo, sobre o tema Desporto.
A psicóloga Ana Sousa introduziu o tema e leu uma passagem do livro Britt-Marie esteve aqui, de Fredrik Backman, alusiva à paixão pelo desporto.
Os alunos envolveram-se e falaram acerca dos desportos preferidos, dos desportos praticados e da sua relação com os mesmos.
No final, preparámos um pequeno lanche para todos!
Agradecemos a Ana Sousa pela sua disponibilidade e profissionalismo, na divulgação da leitura, proporcionando nestas sessões de Biblioterapia "um espaço de reflexão e diálogo sobre temas diversos, despertando empatia e promovendo crescimento pessoal e coletivo".
Esperamos contar com este projeto no próximo ano letivo.
Muito obrigada!







30 de maio de 2025

Tertúlia Literária

No dia 28 de maio, realizou-se, na Biblioteca Poeta Al Berto, a última tertúlia do ano letivo, onde se leu "Camilo".
Depois de trocarmos ideias sobre os livros lidos, constatámos alguma dificuldade em entrar no "mundo" do autor, sobretudo, devido à linguagem e termos utilizados, dificuldade essa que foi rapidamente ultrapassada quando regressaram as boas memórias de leituras feitas na nossa adolescência, destes clássicos da literatura portuguesa. Através do olhar clínico e da ironia fina de Camilo, constatamos que a crítica social e política continuam, infelizmente, bastante atuais.
No final, não faltou o nosso lanche-convívio, com um belo chá e deliciosos bolos, feitos, com dedicação e carinho, pela Cristina e pela Quitéria.
Para além de espaço de leituras, a nossa Biblioteca é uma espaço de conforto!
No próximo ano letivo, esperam-nos novas aventuras, novos autores, novos tertuliantes...

















21 de maio de 2025

9 maio - Biblioterapia

No passado dia 9 de maio, decorreu, na Biblioteca Poeta Al Berto, mais uma sessão de Biblioterapia, desta vez sobre o tema da Liberdade. A psicóloga Ana Sousa apresentou o tema e leu poemas de Capicua e de José Luís Peixoto. Os alunos foram convidados a refletir e a elaborar a sua definição de Liberdade/Ser livre. Nas palavras de Ana Sousa: "Um dos benefícios da Biblioterapia é promover o pensamento crítico, constituindo uma estratégia para pensar e debater temas pertinentes para a vida em sociedade. A Biblioterapia é também Liberdade, de Ler, pensar, participar, acolher e cuidar.












28 de abril de 2025

25 abril | Dia da Liberdade



A Biblioteca Poeta Al Berto assinalou os 51 anos do 25 de abril, Dia da Liberdade, com uma pequena exposição sobre a temática e a criação de um cartaz.


Foram dias Foram anos


Foram dias foram anos
a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos.
Foi o tempo que doía
com seus riscos e seus danos.
Foi a noite e foi o dia
na esperança de um só dia.
Manuel Alegre




23 de abril de 2025

23 abril | Dia Mundial do Livro



No contexto do Dia Mundial do Livro, dia 23 de abril, a Biblioteca Poeta Al Berto assinalou esta efeméride com uma atividade simbólica: a distribuição de livros "mistério", pelos vários sectores da nossa escola, à espera de serem desvendados pelos nossos queridos leitores.
Todos os dias são dias perfeitos para a leitura!








3 de fevereiro de 2025

Biblioterapia | 3.ª Sessão | Natureza



Na passada sexta-feira, dia 31 de janeiro, decorreu, na Biblioteca Escolar, a terceira sessão de biblioterapia.

A psicóloga, Dr.ª Ana Sousa iniciou a sessão lembrando que o tema era a Natureza uma vez que os alunos estavam envolvidos num projeto neste âmbito e para o qual tinham de ler O Homem que plantava árvores, de Jean Giono e a partir do qual tinham escrito frases ou feito alguns desenhos. estes foram mostrados e/ou lidos durante a sessão.

No decorrer da sessão a psicóloga leu excertos de Aquário, de Capicua; Tudo é Sempre Outra Coisa, de João Pedro Mésseder e o Livro dos ressignificados, de Akapoeta. 






 

Um Livro, Uma Comunidade - Tertúlia


Realizou-se no dia 29 de janeiro, na BE, pelas 14h30m, a terceira Tertúlia do ano letivo. Desta vez falámos de livros marcantes da literatura de autores negros.

Estiveram presentes 5 tertuliantes entre professores, e assistentes operacionais. Notámos a ausência dos alunos habituais.
Os presentes falaram das suas leituras, leram excertos e ainda houve tempo para refletirmos sobre as temáticas presentes nos livros..
Para a próxima tertúlia, a realizar em março na Festa da Leitura, vamos LER Camões.
A BE apresentará sugestões de leitura que ficarão expostas na biblioteca e divulgadas no blogue.

No final, decorreu o nosso chá, já tradicional, proporcionando momentos de convívio sempre aconchegantes e agradáveis.




 

20 de janeiro de 2025

Encontro com a escritora Isabela Figueiredo

Decorreu, na passada quinta-feira, dia 16 de janeiro, na Biblioteca Escolar, um encontro com a escritora Isabela Figueiredo. Esteve acompanhada pelo Representante da Leya, José Berrucho, a quem agradeço todo o apoio. 
No encontro, que decorreu no final da manhã, estiveram presentes alunos e professores e algumas amigas do mundo dos livros. 

Foram cerca de duas horas de conversa. A Isabela  como excelente comunicadora respondeu a todas as perguntas colocadas por alunos e professoras e falou-nos abertamente do seus três livros e, por inerência, da sua vida (ou de uma parte), já que dois dos seus livros são autobiográficos - Caderno de Memórias Colonias e A Gorda.  
Foi gratificante perceber que os alunos aderiram à conversa e que ficaram curiosos e com vontade de ler os  livros. Posso afirmar que de tarde, um grupo de alunas requisitou os livros para os lerem durante a interrupção do semestre. Quando assim acontece, podemos referir, com prazer e satisfação, que o objetivo de motivar para a leitura foi conseguido.  

A Isabela no final da sessão, ainda, ofereceu 3 livros - Um Cão no Meio do Caminho - a alunos que festejam o seu aniversário no mês de janeiro e que, sabiamente, responderam às perguntas da escritora. 

Após a conversa, houve autógrafos e algumas fotografias.

Agradecemos à Isabela Figueiredo a sua simpatia e disponibilidade. As opiniões foram muito positivas e, como já o referi, conquistou mais alguns leitores. 

              




               

               

                 

               

              





29 de novembro de 2024

Apresentação do livro de Diana Borges

No dia 18 de novembro, pelas 14h30, no âmbito da Semana da Escola (Dia sem aulas), decorreu na BE a apresentação do livro da nossa aluna Diana Borges, Não Somos Aborrescentes, Só Precisamos que Alguém Nos Entenda.

Desde tenra idade, Diana demonstrou bastante interesse pelo tema da adolescência, numa tentativa de se conhecer melhor e de criar a sua identidade. O seu livro, escrito ao longo de três anos, reúne testemunhos de adolescentes, com quem Diana foi conversando, e reflexões sobre as vivências, experiências, dúvidas e conflitos desta fase da vida.





Com sala cheia, Diana cativou o público (colegas, professores e funcionários) com a sua alegria e expressividade contagiantes. Numa linguagem muito apelativa, falou-nos de si, da difícil adaptação ao nosso país e cultura, das suas lutas de adolescente, dos momentos de solidão, essenciais à reflexão e à escrita, e dos seus projetos para o futuro.

Explicou-nos que, no 7.º ano, ao escrever alguns textos para a disciplina de LLED, o seu professor na altura, Nuno Angélico, a quem Diana agradeceu, lhe disse que tinha ali “material para um livro”. Assim, ao longo de três anos o projeto foi ganhando forma, foi sendo melhorado e ajustado, foi crescendo à medida que a sua autora também crescia. Os temas são os dilemas da adolescência, as chamadas “dores de crescimento”, a busca da identidade, de um lugar no mundo, de um pouco de tolerância e compreensão por parte dos adultos, que entretanto se esqueceram que um dia também foram “aborrescentes”. O livro ganha um tom mais intimista, pois há depoimentos de jovens com quem Diana conversou e que, de forma corajosa, lhe falaram de si, das suas angústias, dúvidas e receios. Estes jovens abordam temáticas, tão atuais e pertinentes, como a ansiedade, a depressão, o bullying, a identidade, pressões sociais, entre outras.

Depois da escrita da obra, a autora  evidencia mais maturidade, mais calma, aceitação e uma melhor capacidade de se colocar no lugar do outro (adulto), de compreender que alguns “nãos” foram necessários, se não essenciais, para ultrapassar esta fase tão complexa. 

Finda a apresentação, houve aplausos e felicitações pela iniciativa e empreendedorismo da autora, tão jovem. Os participantes colocaram questões pertinentes, demonstraram interesse em ler a obra e em voltar à BE, com maior conhecimento e envolvimento, para em tertúlia, debaterem as problemáticas abordadas e partilharem saberes, pontos de vista, dúvidas, emoções.

Diana prometeu que vai continuar a escrever e, claro, regressar um dia para nos contar tudo. Que assim seja!


O livro encontra-se disponível na Amazon com a seguinte sinopse:


“Este livro não só dá voz aos jovens, mas também convida os adultos, pais, educadores e mentores a compreenderem melhor as complexidades desta fase da vida. Ao ler estes depoimentos, será transportado para o universo emocional dos adolescentes, percebendo que, longe de serem "aborrescentes", eles estão em busca de compreensão, empatia e, acima de tudo, de serem ouvidos.

Perfeito para quem deseja compreender os dilemas da adolescência e ajudar a construir uma ponte de entendimento entre gerações. Este livro é um poderoso lembrete de que todos precisamos de alguém que nos entenda, especialmente nos momentos mais difíceis”.




21 de novembro de 2024

Um Livro, Uma Comunidade | Retrospetiva (MIBE)



Realizou-se no passado dia 23 de outubro, pelas 14h30m, a nossa Tertúlia, na BE, como habitual.

O tema selecionado para esta sessão foram as (Auto)Biografias. A equipa da BE apresentou inúmeras sugestões de leitura nesta área, bem como as respetivas sinopses.

Estiveram presentes 15 tertuliantes entre professores, alunos, uma assistente operacional, uma psicóloga, uma mãe e uma representante do serviço educativo e cultural do CAS.

A sessão decorreu com uma participação animada e muito diversificada, houve tempo para troca de ideias, reflexões sobre a vida e obra dos (auto)biografados, outras reflexões, também necessárias e pertinentes, sobre as nossas vidas e obras do dia a dia, vontade de ler o que o vizinho do lado tinha lido…

Para o mês de novembro (e tendo em conta a Semana da Escola), iremos ler Al Berto, o nosso patrono e, desta vez, faremos uma incursão pelos Diários do poeta.

No final, como costume, decorreu o nosso chá tradicional, proporcionando momentos de convívio muitos especiais.



Livros lidos: 


Opinião sobre A Desobediente

Trata-se de mais uma importante biografia sob a chancela da Contraponto. À semelhança de outras que já li (curiosamente, ainda só no feminino) também esta revela um inegável trabalho de pesquisa e uma qualidade que dá a conhecer a relevância literária, política e cívica da biografada.
Patrícia Reis entra hábil e exemplarmente no mundo d’𝑨 𝑫𝒆𝒔𝒐𝒃𝒆𝒅𝒊𝒆𝒏𝒕𝒆 poetisa, escritora, jornalista, e feminista Maria Teresa Horta (MTH). É com admiração que percorremos as páginas escritas e descobrimos o seu percurso.

MTH desde pequenina que demonstrou coragem e coerência na luta dos seus ideais. Ao longo da sua vida sofreu desilusões que deixaram marcas profundas, como o abandono da mãe, a indiferença do pai, a incompreensão de muitos, a censura, a ameaça, a doença, a morte do marido. Cedo, captou “o sentido do proibido, daquilo que importava calar” e percebeu que ser mulher em Portugal era uma grande desvantagem. Era estar sujeita a um homem que decidisse por ela. Carecia de uma autorização para estudar, trabalhar, viajar e até para ler determinados livros. Era estar proibida de votar, de emitir opinião abertamente, não ter direito a uma conta bancária, em nome próprio, e não ter privacidade em determinados assuntos. Para fugir à pressão e à vigilância do pai, MTH decide casar e assim, conquistar a sua emancipação e uma identidade própria, isto é, reivindicar a sua feminilidade, a sua liberdade e sobretudo o seu lugar no mundo.
Inteligente, curiosa, activa, desobediente, de uma lucidez incrível, MTH incentivada pela avó (“uma mulher especial, feminista, uma alma capaz de guardar um segredo”) dedica horas à leitura e à escrita e descobre o cinema. A escrita, a poesia “era uma forma de sossego”. Os poemas “nasciam-lhe nos dedos” e neles encontraremos a sua dor, o seu desamor, a sua paixão pelo marido, “o seu muso” (Luís de Barros), a luta pelos direitos da mulher, pelo debate das questões de sexualidade, da nudez do corpo, pela libertação sexual. Este último aspecto tornou-se amplamente revelador no livro 𝑴𝒊𝒏𝒉𝒂 𝑺𝒆𝒏𝒉𝒐𝒓𝒂 𝒅𝒆 𝑴𝒊𝒎.
“ (…) não era só o erotismo, era a noção de liberdade que estava em causa. (…) Trata-se de uma poesia amorosa, sensual, erótica.” (p. 212). É óbvio que o livro foi apreendido pela PIDE.

Para ultrapassar dificuldades financeiras, MTH trabalhou como jornalista em vários jornais. Tem várias obras publicadas e foi uma das três Marias que escreveu 𝑨𝒔 𝑵𝒐𝒗𝒂𝒔 𝑪𝒂𝒓𝒕𝒂𝒔 𝑷𝒐𝒓𝒕𝒖𝒈𝒖𝒆𝒔𝒂𝒔, uma das mais importantes obras feministas portuguesas, publicada antes do 25 de abril que as levou à prisão, mas também as catapultou para o reconhecimento.

Sobre tudo isto e muito mais, Patrícia Reis, habilmente, cativa e surpreende o leitor. Escreve com elegância sobre Teresinha, uma amiga, a mulher revolucionária, libertária que viveu em tempos de opressão política. No prefácio, a autora refere que há uma relação de amizade entre as duas e acrescenta que se trata de “uma biografia com colaboração da biografada”. É um privilégio contar com o contributo das memórias ainda vivas de MTH, mas é simultaneamente uma enorme responsabilidade. Patrícia Reis fê-lo muito bem e cumpriu a sua missão.
Na revista 𝑳𝒆𝒓 (𝑽𝒆𝒓ã𝒐 2024 - 𝒏.º 171), Isabel Lucas inicia o seu artigo “Considerem o Leitor” com uma referência ao livro 𝑶 𝑷𝒓𝒂𝒛𝒆𝒓 𝒅𝒂 𝑳𝒆𝒊𝒕𝒖𝒓𝒂, de Proust, mais concretamente sobre a perdição do leitor em relação a um livro, no sentido em que tudo “o que rodeia o leitor passe a secundário face à intimidade que se cria entre ele e o objeto que lê. ( …) porque nada é mais real naquele momento do que esse encontro entre duas subjetividades: a do escritor e a do leitor.” E eu acrescentaria uma terceira, a da biografada.
Esta leitura, transformou-se, para mim, no tal “prazer divino” (epíteto de Proust) da descoberta de uma mulher que viveu e lutou intensamente.
Por tudo o que nos deu, a nós mulheres, devemos-lhe o reconhecimento e a leitura da sua vasta obra. Já li alguns, mas não ainda, o suficiente

Graciosa Reis