21 de março de 2021

Dia Mundial da Poesia






As Mãos Pressentem

As mãos pressentem a leveza rubra do lume
repetem gestos semelhantes a corolas de flores
voos de pássaro ferido no marulho da alba
ou ficam assim azuis
queimadas pela secular idade desta luz
encalhada como um barco nos confins do olhar
ergues de novo as cansadas e sábias mãos
tocas o vazio de muitos dias sem desejo e
o amargor húmido das noites e tanta ignorância
tanto ouro sonhado sobre a pele tanta treva
quase nada

Al Berto

17 de março de 2021

Semana da Leitura - Um Livro, Uma Comunidade - Tertúlia Literária



No dia 10 de março, realizou-se mais uma tertúlia literária, a terceira deste ano letivo. Foram realizadas duas sessões, uma de manhã e outra de tarde, a fim de permitir que alunos e professores conciliassem os seus horários visto que, este ano, o 3.º ciclo tem aulas de manhã e o secundário, de tarde.
Nestas sessões em linha, via Google Meet,  tivemos  conversas animadas com a apresentação de vários livros.  Porém, o facto de estarmos divididos retira um pouco o encanto da partilha. 
Mais uma vez cada "tertuliante" apresentou a sua leitura e foi surpreendente a diversidade de títulos e de autores apresentados. Três das leituras partilhadas não integraram a temática definida porque não tiveram tempo, uma vez que foram informados tardiamente. Tratam-se de novos "tertuliantes".
Mas como os objetivos principais são ler e partilhar leituras, fizeram-no de bom grado e ficou o registo. 
Assim, estiveram presentes  10 docentes, 1 funcionária,  1 técnica especializada e 4 alunos, 
Fica o registo fotográfico das presenças e uma imagem com as capas dos livros lidos e apresentados e ainda uma opinião sobre o livro, Em Todos os Sentidos, de Lídia Jorge

As  leituras para a tertúlia de maio serão de autores africanos de expressão portuguesa para, assim,  assinalarmos o Dia de África que se comemora no dia 25. 









Opinião

Em Todos os Sentidos, de Lídia Jorge


São 41 os textos classificados na introdução pela autora como crónicas “Como não podemos vencer o tempo, escrevemos textos que o desafiam a que chamamos crónicas.” (p. 11). Porém, no texto 24, “O Signo da Brevidade”, a autora também escreve “dizem-me que estas crónicas não são verdadeiras crónicas porque têm contos na sua origem. Aceito essa declaração de impureza. Infiel seria eu se assim não fosse. Pois, na verdade, escrevo contos desde que aprendi a redigir,… Porque um conto é um raciocínio colorido,” (p.149).

Ora é justamente esta mescla de crónica, de conto, de testemunho, de memórias que tornam estes textos interessantes e singulares. Neles, a autora apresenta-nos o seu olhar atento e lúcido sobre a atualidade, reflexões críticas deste mundo ora cruel, ora solidário, ora selvagem… mas também de um mundo belo, de amizade, de aceitação do outro,… estes textos revelam uma enorme serenidade, sabedoria e lucidez.

Todos partem de uma história, de uma memória, de um facto concreto, mas que em crescendo se vão desenvolvendo até ao propósito final que por vezes é apenas sugerido. O que me leva a concordar com a afirmação “ Existe um oximoro na arte, ela atinge-nos em pleno peito quando sugere, e não mostra.” (p. 211)

Recomendo vivamente.

Graciosa Reis

9 de março de 2021

Quizizz: Teolinda Gersão - Semana da Leitura

Para  assinalar os 40 anos de carreira literária da escritora Teolinda Gersão,  propomos a realização de um  Quizizz - Teolinda Gersão - Carreira Literária

Atenção, se não conhece muito bem a vida e obra da escritora, sugerimos que leia primeiro a apresentação abaixo publicada.

Divirta-se!

Aceder a joinmyquiz.com e inserir o código  21569090




3 de março de 2021

Semana da Leitura - 8 a 12 de março

Avizinha-se a Semana da Leitura e quem me conhece bem, sabe que não poderia deixar de realizar algumas iniciativas para promover a leitura, mesmo confinada e à distância.
Estas atividades destinam-se a alunos, professores, encarregados de educação, assistentes operacionais e técnicas, parceiros, amigos...

Assim, proponho 4 atividades. Não precisam de participar em todas, mas podem fazê-lo. Seria excelente! 

1.ª - ao longo da semana - Pretende-se que leiam um excerto de um livro, um poema,  uma página... o que quiserem... uma parte de um conto lido em família ... ou que apresentem o livro que estão a ler...  e que registem esse momento num pequeno vídeo ou num podcast e que o enviem para o email da biblioteca biblioteca@es-al-berto.com 

2.ª de 9 a 12 de março  Quiz literário sobre Teolinda Gersão (faz 40 anos de carreira). Ficará disponível, aqui no blogue  dia 9.

3.ª dia 10 - Tertúlia em duas sessões via Google Meet, às 10h45 e às 14h05. O tema em discussão é Literatura Portuguesa no Feminino (ver cartaz da atividade)

4.ª dia 11 - Vamos Ler (Juntos) 10 minutos - no cartaz, está agendado às 10h45 e 14h05 mas é apenas uma indicação para marcar os turnos. Quem quiser participar pode fazê-lo ao longo do dia. na escola, em casa, no emprego, na rua...
Se for na aula síncrona,  podem pedir aos alunos que tenham  um livro, ou pode ser o professor ou um aluno a ler para os outros...  Haja criatividade 
Solicita-se que registem o momento através de uma fotografia ou captura de ecrã (em aula). Os alunos que tiverem livro, no momento da captura, podem tapar o rosto com o livro, os outros podem desligar a câmara nesse momento, se assim o entenderem.
Enviar os registos para o email da biblioteca, acima referido.

Qualquer dúvida, coloquem-na nos comentários ou enviem-na para o email da biblioteca.

Conto convosco para termos uma semana diferente! Boas Leituras!

A professora bibliotecária






25 de fevereiro de 2021

Boas Práticas - Partilhas interconcelhias

No dia 23 de fevereiro, pelas 16h00, e por vídeo conferência (Google Meet) a professora bibliotecária apresentou a Tertúlia Literária como uma Boa Prática da nossa biblioteca escolar. Esta atividade teve início no ano letivo 2016-2017 e a pouco e pouco tem conquistado adeptos e promovido a leitura.

11 de fevereiro de 2021

2 de fevereiro de 2021

Sugestões de leitura

Apresentam-se algumas sugestões de leitura, de entre as muitas possíveis, para a próxima tertúlia literária a realizar em março, no âmbito da Semana da Leitura. Outras escolhas serão bem vindas, desde que cumpram o critério definido pelos participantes na última sessão, isto é, livro escrito por uma autora portuguesa. 
Na apresentação sugerem-se apenas textos narrativos, mas poderão ser lidos outros géneros...

Cada leitor participante é livre de optar!  O importante é mesmo LER!

(Para facilitar a leitura, abram o documento.)    





Um Livro, Uma Comunidade - Tertúlia Literária

 

No dia 27 de janeiro realizou-se mais uma tertúlia literária, sendo a segunda deste ano letivo. 

Na sessão anterior (25 de novembro), em regime ainda presencial, ficou decidido que as  leituras para a  3.ª tertúlia, incidiriam sobre literatura de viagens. Viajar através dos livros, também é uma forma de viajar, já que não o podemos fazer de outra forma... 
Assim, no dia agendado, juntámo-nos, já via Google Meet, e tivemos uma conversa animada com a apresentação de vários livros. Lamentamos o facto de os alunos estarem representados apenas por um elemento, mas como se encontravam em interrupção letiva não puderam participar, apesar de convidados. 
 Confesso, que gostei muito desta sessão porque cada "tertuliante" apresentou um ou  dois livros e foi surpreendente a diversidade de títulos e de autores apresentados. 
É, no entanto, diferente em relação às sessões presenciais  porque não  folheamos os livros dos outros, não convivemos à volta da mesa bebendo um chá de ervas da D. Cristina e saboreando um bolinho. 
Participaram ainda assim, 11 docentes, 1 funcionária e 1 aluna do ensino secundário.
Fica o registo fotográfico das presenças e uma imagem com as capas dos livros lidos e apresentados e ainda uma opinião sobre o livro, Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares.
O tema selecionado para a tertúlia de março, a realizar na Semana da Leitura, é sobre literatura portuguesa no feminino. Será publicada no blogue uma apresentação da professora bibliotecária com sugestões de leitura. 






Opinião

Uma Viagem à India, de Gonçalo M. Tavares

É admirável a escrita e a versatilidade do autor. Neste livro, estamos perante uma epopeia, a narrativa de um herói, dividida em 10 cantos, e escrita em verso (1102 estrofes). É, por isso, inevitável a comparação com a nossa obra maior Os Lusíadas, de Luís de Camões ao nível da estrutura, do destino da viagem, dos elementos da natureza, do divino e de outras referências ao longo da narrativa. Claro que há diferenças, tais como a ausência de rima, a irregularidade do número de versos de cada estrofe, o herói individual e não coletivo, entre outros aspetos.

Temos ainda, uma proposição, é-nos anunciado, logo no início, qual o propósito do livro: “Falaremos de uma viagem à Índia. /E do seu herói, Bloom” (p. 32) e uma invocação:
“Mas agora quem quer falar é quem escreve.
Que as ninfas e as musas, e ainda a minha
cabeça, me ajudem na escrita, pois escrever
assim – epopeias – é exigência de minúcia
em animal de grande porte e exigência de grandeza
em animais ferozes mas minúsculos.” (p. 320)

Quem conhecer bem a epopeia camoniana não deixará de perceber o paralelismo estabelecido nesta Melancolia Contemporânea (subtítulo).

Bloom, o nosso herói, foge de Lisboa, do passado e vai procurar a sabedoria à Índia, porém, aí, encontra decadência e hostilidade e constata que no Ocidente e no Oriente os homens são idênticos. O herói, regressa da Índia sem conquistar um novo mundo, o passado mantém-se vivo, o presente afigura-se-lhe melancólico e o futuro entediante.
“ Ele aproxima-se da mulher e o mundo prossegue,
mas nada que aconteça poderá impedir o definitivo tédio de
Bloom, o nosso herói.” (p.456)

Em conclusão, penso que, apesar do título, não estamos perante um livro de literatura de viagens, mas sim de uma viagem interior “a viagem interior de Bloom”, de aprendizagem, de autoconhecimento, de reflexão.
Apesar de se tratar de uma leitura complexa porque navega sobre muitos assuntos, vale a pena ler, com tempo, para subtrair o essencial e deflectir.

Graciosa Reis



7 de janeiro de 2021

Um Livro, Uma Comunidade

 


1.ª sessão do Clube de Leitura

No dia 14 de dezembro, os alunos da turma A do 8.º ano acompanhados pela professora de português, Augusta Silva, estiveram na biblioteca, no âmbito das atividades promovidas pelo  Clube de Leitura.
Durante esta primeira sessão, alguns alunos já tinham iniciado as suas leituras pelo que puderam partilhar com os colegas as suas primeiras impressões. Outros já  tinham selecionado os livros que pretendiam ler, mas ainda não tinham iniciado. Restava um pequeno grupo de indecisos quer na escolha de livros quer na participação do projeto.
Apesar do número reduzido de alunos envolvidos diretamente na partilha de opiniões, considera-se que foi um encontro interessante, já que serviu de arranque e de motivação para futuras leituras. 






21 de dezembro de 2020

𝓞 𝓝𝓪𝓿𝓮𝓰𝓪𝓭𝓸𝓻 - Jornal digital da ESPAB

A turma do 9.ºB assinalou a época com a elaboração da edição de Natal de «O Navegador», o Jornal Digital da ESPAB, que aqui vos apresentamos.




8 de dezembro de 2020

𝓞 𝓝𝓪𝓿𝓮𝓰𝓪𝓭𝓸𝓻 - Jornal digital da ESPAB,

Caríssimos Leitores,


É com entusiasmo e elevada expetativa que os alunos da turma do 9.ºB apresentam «O Navegador», o jornal digital da ESPAB, trabalho - projeto da disciplina de LLED.

(Nov. 2020)

 

3 de dezembro de 2020

Um Livro, Uma Comunidade - Tertúlia literária: Salsugem


No dia 25 de novembro, integrando a Semana da Escola,  realizou-se mais uma tertúlia, Para ler e relembrar o patrono da escola, a obra lida foi Salsugem, de Al Berto. Devido à situação atípica que vivemos e também devido à distribuição dos horários por turnos, realizaram-se duas sessões, uma no turno da manhã e outra de tarde. Estiveram presentes 1 aluno, uma funcionária, e seis docentes. Alguns alunos inscritos não puderam comparecer pois encontrava-se em isolamento profilático. 

Desta vez não se realizou o já habitual lanche literário pelas razões que todos bem conhecemos e vivemos.

A conversa foi animada com as várias "leituras" e opiniões dos presentes sobre o livro e os poemas em questão. Foram lidos poemas, excertos de outros e  para alguns "tertuliantes" foi uma boa descoberta. Ficou a promessa de mais leituras. 

No final, foram apresentadas sugestões  para a próxima tertúlia. a realizar em janeiro. e ficou decidido que seria um livro sobre viagens.  







Opinião 

Salsugem, Al Berto

Já perdi a conta ao número de leituras que  fiz deste livro. Leio sempre com um enorme prazer e confesso que a leitura nunca é idêntica. Desta vez, li para participar nesta tertúlia literária. 
Salsugem é, para mim, um dos melhores livros do poeta, considero que há nele um aprofundamento da escrita, no sentido em que representa o universo da sua temática: o mar, o deserto, a errância, o crepúsculo, a noite, a memória, a infância, a morte, o corpo, a escrita. 
“a escrita é a minha primeira morada de silêncio
a segunda irrompe do corpo movendo-se por trás das palavras
(…)
outros corpos de salsugem atravessam o silêncio
desta morada erguida na precária saliva do crepúsculo”

Trata-se de uma escrita que problematiza questões atuais (“hoje é dia de coisas simples”), que evidencia o desespero, o desassossego da passagem do tempo, da precariedade da vida, a angústia das incertezas, a solidão, o desajustamento com o seu tempo, a melancolia. 
Na escrita de Al Berto “ deambula a melancolia lunar do corpo” 

Deixo-vos um dos meus poemas preferidos de Salsugem:

se um dia a juventude voltasse
na pele das serpentes atravessaria toda a memória
com a língua em teus cabelos dormiria no sossego
da noite transformada em pássaro de lume cortante
como a navalha de vidro que nos sinaliza a vida

sulcaria com as unhas o medo de te perder... eu
veleiro sem madrugadas nem promessas nem riqueza
apenas um vazio sem dimensão nas algibeiras
porque só aquele que nada possui e tudo partilhou
pode devassar a noite doutros corpos inocentes
sem se ferir no esplendor breve do amor

depois... mudaria de nome de casa de cidade de rio
de noite visitaria amigos que pouco dormem e têm gatos
mas aconteça o que tem de acontecer
não estou triste não tenho projectos nem ambições
guardo a fera que segrega a insónia e solta os ventos
espalho a saliva das visões pela demorada noite
onde deambula a melancolia lunar do corpo

mas se a juventude viesse novamente do fundo de mim
com suas raízes de escamas em forma de coração
e me chegasse à boca a sombra do rosto esquecido
pegaria sem hesitações no leme do frágil barco... eu
humilde e cansado piloto
que só de te sonhar me morro de aflição

Graciosa Reis



Campanha Solidária - Reutilizar Manuais Escolares

No âmbito da atividade "Reutilizar Manuais Escolares", a biblioteca escolar recolhe manuais escolares usados.

Os adotados na escola e que se encontram em vigor ficam na biblioteca para empréstimo aos alunos.Os desatualizados e não adotados são entregues a associações/campanhas de solidariedade.

À semelhança de anos anteriores  optámos pela campanha "Papel por alimentos" do Banco Alimentar. Este ano entregámos 16 caixas.

PARTICIPA na campanha de recolha e reutilização de manuais escolares usados. 

ENTREGA os teus na Biblioteca Escolar.

     


24 de novembro de 2020

Divulgação do Clube de Francês

 A ESPAB tem um clube de Francês. Se estás interessado em participar, acede ao formulário disponível na tua classroom, na disciplina de francês.

Podes também acompanhar as iniciativas no Instagram @francesnaespab






4 de novembro de 2020

A Biologia e Geologia e o Texto Literário encontraram-se…

 

      História secreta da areia da praia

       Era uma vez a Areinhas. A Areinhas era uma rocha sedimentar detrítica não consolidada, com grãos de 2,0 a 0,3 cm todos muito arredondados, como pequenas bolas de berlinde. 
      Vou falar um pouco sobre a história desta tão interessante areia.... Saber o dia exato em que a mesma nasceu é impossível, apenas sei que foi há milhões de anos. Não fui muito específica, eu sei, mas é isto que a torna tão fascinante, o facto de ela se ter formado quando ainda nem existia o Homo sapiens!
       Ela nem sempre teve este aspecto tão pequeno e arredondado, pois há muitos milhões de anos atrás fazia parte de uma serra, a rocha mãe, próxima da praia onde ela neste momento habita. A Areinhas chegou lá através da ação do vento (transporte), e o mar, como tinha uma enorme inveja daquela serra tão grande e alta, foi rebentando as suas ondas nessa tal serra - rebentou uma, rebentou duas, rebentou tantas vezes que perdeu a conta! A serra, como não era de ferro foi-se desgastando (processo de meteorização física), não só pela água do mar como também, por exemplo, pelas chuvas, dando origem àquele formato arredondado que a Areinhas hoje possui (erosão). 
      Podemos observar que a Areinhas tem várias cores, desde o branco sujo ao rosa e ao preto. Estas cores devem-se ao tipo de rocha da qual a areia se formou - por exemplo, se for branca a rocha dominante continha o mineral de quartzo, se for preta a rocha dominante apresentava por exemplo minerais escuros como é exemplo a mica - biotite.
      Conseguimos concluir que a Areinhas é uma rocha com muita história por contar e que a partir dela, ou seja dos fragmentos tão pequenos dos quais é formada, se consegue identificar o tipo de rocha e os processos que lhe deram origem, entre muitas outras características.

Agnes, n1, 10B

2 de novembro de 2020

Conhecer a BE (MIBE)

À semelhança de anos anteriores, a BE, no mês de outubro, desenvolve uma atividade com os alunos do 7.º ano para dar a conhecer as normas, os serviços e as áreas funcionais da biblioteca.
Este ano letivo, por medidas de segurança, a atividade não decorreu na biblioteca, mas sim nas respetivas salas de aula. A professora bibliotecária preparou e apresentou, ao longo da semana, um PowerPoint com a informação essencial. No final, os alunos testaram os seus conhecimentos através de um Kahoot e o vencedor, de cada turma, recebeu um chocolate!
Foi diferente, mas igualmente divertido.




 

1 de novembro de 2020

Sugestão de leitura (MIBE)

 




No âmbito de uma atividade escolar, voltei aos livros “Uma Aventura…”. Como em Outubro se assinala o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, optei pelo título Uma aventura na biblioteca
Foi um prazer enorme relembrar estas aventuras, envolvi-me de novo nas peripécias do grupo de protagonistas e temi que algo de grave lhes acontecesse (apesar de já saber que tudo se resolve, no fim). E com este entusiasmo, dou por mim a observar atentamente os alunos que estão comigo, também eles, a ler “Uma aventura…”. Tristemente, percebo que apenas três ou quatro estão realmente motivados, que alguns manifestam um evidente enfado e que os restantes fingem completamente que estão a ler. 

É nesse momento que me assaltam as minhas memórias de meninice e o prazer que tive em ler todos os livros das colecções dos Cinco e dos Sete, de Enyd Blyton. Devorei-os todos.
Era mesmo um prazer enorme! Esperava ansiosamente que a carrinha da Gulbenkian voltasse para poder escolher mais livros. Belas recordações! Saudades desses tempos de felicidade! 
Mas voltando à realidade que é bem mais preocupante, que fazer perante a falta de empatia destes jovens em relação aos livros e à leitura? Por que é que ler tem de ser um aborrecimento? Resta-me insistir… insistir… tentar motivá-los! Pode ser que consiga conquistar um ou outro. Se tal acontecer, já não é mau!

Graciosa Reis

29 de outubro de 2020

Sugestão de leitura (MIBE)

 




Gosto muito dos livros de Agatha Christie, mas confesso que este me desiludiu um pouco, primeiro porque o título induziu-me em erro, parti do princípio que a trama se desenvolveria numa biblioteca, ora, tal não acontece. Não posso afirmar que é um título enganador, porque não o é. O enredo, efetivamente, inicia aí com a descoberta de um corpo. Nada mais, tanto podia estar ali como noutra divisão qualquer. Segundo, porque a investigação é conduzida por inspetores locais. Miss Marple que é, no entanto, convidada a fazer a sua própria investigação é relegada para segundo plano, aparecendo esporadicamente. Este facto, anula um pouco, na minha opinião, o suspense e o desenvolvimento do seu raciocínio aos quais já nos habituou. Porém, é ela que desvenda o caso, facto que irrita os inspetores que mais uma vez concluem que “a velhinha com uma expressão doce de solteirona plácida e uma mente que vasculhou as profundezas da iniquidade humana e trata do assunto como se não fosse nada especial (…) que concerne a crimes, é o que há de melhor." 

Mas, considero que a mestria da autora no desenvolvimento do “enredo intrincado” continua bem presente. Ela é genial a apresentar pistas, a revelar factos muito plausíveis de incriminar cada uma das personagens. Como se previa, e não podia deixar de ser, é Miss Marple que, de forma surpreendente, revela o autor do crime. Brilhante! Tudo encaixa! Ela é mesmo a melhor!

Graciosa Reis

28 de outubro de 2020

Encontro com o autor André Fernandes: opiniões



    No dia 12 de Outubro, numa segunda feira, fui ver uma apresentação na biblioteca da minha escola do escritor André Fernandes.
    Ele começou por falar sobre o seu livro mais marcante, “Tia Guida”, para ser sincera eu quase chorei, porque foi uma história de vida que sei que se acontecesse comigo não saberia como lidar, mas tenho a certeza que não seria bem. Aquele livro mostrou-me que fisicamente não somos para sempre, mas que o amor é. Eu senti uma grande abertura da parte do escritor para falar da sua história e acho isso muito corajoso. Normalmente as pessoas guardam a dor para elas próprias, achando que mais ninguém no mundo passa por isso, mas a verdade é que com tanta gente pelo menos uma pessoa deve sentir e passar pelo mesmo. O André transmitiu-me muita esperança, muito amor, e acima de tudo mostrou-me que devemos aproveitar a vida ao máximo.
   Para concluir, eu adorei a apresentação deste escritor na minha opinião ele poderia voltar para falar de mais um dos seus livros.
Obrigada por partilhar a sua história connosco.

                                                                                                                   Iara Santos, 10.ºD


   A meu ver, a sessão na biblioteca com o autor André Fernandes foi muito positiva pois, apesar de ser acerca dos problemas e obstáculos que ele enfrentou, foi também uma mensagem de esperança com muitas dicas práticas do que fazer naquelas circunstâncias. 
   A história dele tocou-me muito pois já passei por algo muito semelhante ao que ele contou quando a minha mãe teve cancro da mama. Felizmente o tumor reduziu tornando possível a sua remoção e, assim, a cura, mas todo o processo até isso acontecer foi desgastante. Amadureci muito nessa altura, como se estivesse na obrigação de o fazer, e experienciei as palavras de André quando disse que passamos a ver o mundo de outra forma e aprendemos que não podemos ter o controle de tudo, muito menos de uma doença. 
  Para concluir, gostei da sessão também porque com ela passei a admirá-lo tanto a ele enquanto autor por ter a coragem de compartilhar a sua história com os mais jovens e com os leitores dos seus livros, como também enquanto pessoa visto que conseguiu ultrapassar os muitos obstáculos que lhe foram atribuídos pela vida, sem nunca desistir, tendo a humildade para pedir ajuda quando estritamente necessário, por isso, quero ser tão forte como ele um dia. 

                                                                                                         Matilde Marques/10.º D



    No dia 19/10 (2.ª feira) o autor André Fernandes esteve presente na nossa escola para poder dar a conhecer a suas obras e a profundidade dos temas que cada livro nos apresenta.
    Ao longo da apresentação, o autor foi tocando nos assuntos dos livros, mais especificamente do "Tia Guida" que fala da luta contra o cancro, de quem a sente na pele e de quem esteve ao lado a dar apoio.
   Para além do livro "Tia Guida", o autor também nos falou da necessidade de procurar ajuda psicológica após viver situações muito complicadas ao longo da sua vida.
   A meu ver, a apresentação do autor foi bastante terapêutica pois ele fala de situações que afetam a vida de muitas pessoas com uma paz invejável. Uma das expressões utilizadas pelo autor, que mais me tocou foi "dar a mão" a quem está a passar pelo tratamento do cancro, pois a escolha de palavras foi bastante tocante.
    Eu gostei muito da apresentação pois antes de a presenciar eu tinha algum preconceito quanto a livros muito introspetivos mas depois esse preconceito dissipou-se.

                                                                                                    Alexandra Guerreiro, 10.º D


No dia 19 de Outubro de 2020, os alunos da Escola Poeta Al Berto, Sines foram convidados a assistir a uma palestra de um escritor, André Fernandes.
    André, à primeira vista, aparenta ser uma pessoa carismática, querida e acessível. Aos poucos, essas observações foram-se tornando verdadeiras. Com um aspeto tão casual e jovem é difícil de acreditar pelo que este escritor já passou.
   Embora seja um jovem adulto, André demonstra uma certa maturidade nas suas histórias. A tranquilidade da sua voz a falar da sua vida pessoal tão abertamente revela um carácter bastante corajoso.
   Adorei o facto das suas histórias de vida serem tão viciantes e tão avassaladoras. Muitas delas, ou mesmo todas, são trágicas mas o André conseguia ver sempre o lado positivo, o que é seriamente deslumbrante.
   Concluindo, adorei a palestra. Não só achei conforto nas suas breves e enriquecidas histórias mas consegui identificar-me nelas.

                                                                                                                  Eva Soares 10D n.º11




Há 3 anos, numa aula de educação física recebemos uma indicação da professora a dizer que nesse dia não íamos fazer as atividades habituais, íamos sim, ter uma sessão na biblioteca escolar com um escritor, logo pensámos “Eh, que seca!!” (coisas de miúdos). Cheguei, e como é óbvio sentei-me na última fila de todas encostada à parede, ao pé dos “mais fixes” da turma, um sítio onde pudesse estar a mexer no telemóvel ou algo do género. Sempre fui uma criança com alguma maturidade, sempre tive noção do certo e do errado, tive que crescer à pressa, mas naquela altura e em ambiente escolar queria à força encaixar-me num padrão para de alguma forma ser aceite pelos outros. Coisa que hoje em dia já não acontece, para evitar qualquer tipo de confusões ou chatices prefiro andar sempre com as auxiliares e com as senhoras da limpeza, e, quando saio da escola o meu “círculo de amigos” têm todos +25.
 Isto tudo para dizer que, há uns dias, três anos depois, ouvi a professora de português falar no nome “André Fernandes”, e percebi que esse nome não me era estranho, então, quando fui à internet procurar por esse nome, abri as fotos, e pensei “Este foi aquele escritor que veio cá falar-nos de uma história qualquer sobre a tia que teve cancro...” Chegou o dia e fomos para a biblioteca, quando o silêncio se instalou, ele começou a falar e ao longo dessa sessão eu percebi que mesmo que eu tivesse estado atenta a ouvi-lo há três anos atrás eu nunca ia ter maturidade suficiente para interpretar tudo o que ele disse com o fiz este ano. Tudo o que ele disse tocou-me de uma maneira que chegou a um ponto que eu só pensava “Fogo, já tenho a máscara encharcada!”, é o que dá passar uma hora e meia numa sessão com este rapaz em tempos de pandemia. 
À medida que ele ia contando a sua história, o conteúdo dos seus livros e as suas vivências parecia que eu estava lá a viver aquilo tudo com ele... 
E foi aí que eu percebi que aquilo não era uma história qualquer sobre a tia que teve cancro, aquilo era a história dele com a tia sobre amor e sobre tudo o que o amor implica, ele disse uma frase que eu nunca me vou esquecer, “o amor é deixar ir, se amas deixa ir.” Quando os meus colegas falaram sobre as suas experiências eu pensei em falar também, mas não consegui, não me saiu... 
A pergunta que eu mais faço na minha cabeça é: - Como? Como é que ele nunca fica sem uma resposta, como é que ele tem sempre as palavras certas na hora certa, como é que ele conseguiu usar tudo o que lhe aconteceu para o bem e para mudar vidas com isso? É tanta maturidade e tanta experiência de vida para uma pessoa tão nova... 
O que eu achei mais bonito foi, no final, quando saímos da biblioteca, estávamos todos muito mais amorosos, havia muito mais compaixão entre nós. Confesso que enquanto escrevia este texto estava à procura de alguma coisa que tivesse corrido menos bem, porque isto de só falar bem às vezes torna-se suspeito, não há nada que corra 100% bem, mas realmente a única parte que eu não gostei foi o facto de só ter durado uma hora e meia. 

Eu adorei, e digo desde já que em certa parte mudou um bocadinho a minha maneira de pensar. Mas soube a pouco por isso é caso para dizer “Volte Sempre!!” (Mas espero que não demore 3 anos outra vez, porque nessa altura já não estarei nesta escola, espero eu...) 

P.S.: Eu tinha muitas mais coisas para dizer, mas mesmo assim acho que já escrevi demais. Provavelmente a professora vai-se chatear porque o limite eram 240 palavras e eu eu já escrevi 656, são só 419 palavras de diferença, não deve de fazer mal... 

                                                                                                                    Ana Bernardo, 10.º E


No dia 19 de outubro pelas 16:00 horas fomos a uma sessão na biblioteca da escola, com o autor/escritor André Fernandes.
André Fernandes é um rapaz novo, mas já passou por tanta coisa…Nos seus livros relata a sua infância, onde descreve a violência que assistia em casa, o Bullying que sofreu e como encarou/lidou com tudo isto.
A sessão foi basicamente uma conversa com ele, de repente alguém que não conhecemos está a abrir-se connosco, a mostrar todas as suas fragilidades, é incrível como não nos relacionamos todos os dias com ele mas conseguimos sentir que está a ser verdadeiro/transparente. A forma como descreveu todo o desenlace da doença da tia, transcrevendo-a para o seu livro, imortalizando a pessoa que mais marcou a sua vida, é emocionante.
Todo este à vontade desencadeou para uma conversa mais direta, já não estávamos só a ouvir o André, mas sim a vida dos nossos colegas de turma, pessoas que vemos todos os dias e que nem imaginamos o que estão ou já passaram. É tão bom podermos ouvir o outro, acima de tudo escutarmos o que o outro está a sentir. A sala encheu-se de compaixão, de repente estávamos todos a colocar-nos no lugar de quem estava a falar. O André conseguiu tudo isto, a união prevaleceu naquele momento, quem está/estava a sofrer pôde ver que não estava sozinho/a.
Foi por estas razões que achei a sessão tão importante, e por um lado nos fez crescer e abrir os olhos, bem como nos uniu, nos fez conhecer melhor a história e a pessoa que esconde o corpo (parte física que vemos todos os dias na nossa sala de aula) dos nossos colegas.

                                                                                                 Ana Matilde Palmeiro Bila, 10.ºE


No dia 19 de outubro, a minha turma foi à biblioteca escolar ouvir uma palestra sobre os livros do escritor/comunicador André Fernandes. Este jovem escritor apresentou-nos os seus três livros: “A tia Guida”, “A vida é uma escola” e “Só não lhe chames amor”.
“A tia Guida é um livro que conta a história da convivência com a terrível doença que, infelizmente, atinge muitas famílias nos dias que correm: o cancro. “A vida é uma escola relata o conjunto das principais aprendizagens feitas pelo autor nos seus 25 anos de vida, e “Só não lhe chames amor” fala-nos da distorção do amor e, em como as nossas primeiras referências do mesmo nos marcam e acompanham com as suas memórias boas ou más durante toda a nossa vida.
Para mim, esta palestra foi um misto de emoções pois abordou os temas sobre os quais quase ninguém fala, mas que são tão importantes para debater: lidar com a morte, viver numa família complicada, saber perdoar e, o mais importante de tudo, saber amar.
Foram feitas algumas partilhas que me fizeram concluir que há vidas que não são fáceis e que, às vezes, é muito difícil gerir e lidar com todas as situações com que vamos lidando durante a nossa vida.
Concluí, com esta palestra, que a resposta a tudo na vida é o amor. Responder sempre com amor e saber que os nossos nunca se esquecem de nós, estejam eles onde estiverem.

                                                                                                             Mariana Silva Conceição
                                                                                                                            10.º E - N.º 17


Quando a professora fez uma pequena apresentação do André e as suas respetivas obras eu até fiquei com interesse em conhecer a “história da sua vida”, pois a minha história é muito parecida com a ele.
A professora, quando apresentou os temas que o mesmo iria falar com os alunos, o que me chamou mais a atenção foi o de violência doméstica. Como disse anteriormente a minha história não é muito diferente, pois os meus pais estiveram juntos durante 15 anos, e
foram 15 anos de for e sofrimento. Eu tenho uma irmã 5 anos mais velha que eu (e somos do mesmo pai), entretanto a minha mãe engravidou de novo (antes de mim) mas infelizmente teve um aborto espontâneo, onde ficou com depressão desde aí, e depois com a violência do meu pai também não ajudava muito, não só era violento como também bebia muito. A minha mãe ao fim de algum tempo engravidou de mim, mas a minha infância não foi das melhores, pois o meu pai não só batia na minha mãe como às vezes em mim também. 
Lembro-me de uma vez me ter batido e depois meter-me em cima da cama deles de “castigo” e eu querer chorar e nem conseguir cair uma lágrima, a minha mãe passar pelo quarto, olhar para mim como se quisesse fazer alguma coisa para me ajudar e não conseguir. 
O resto da história não vou contar porque senão ficarei aqui a escrever eternamente. Mas graças a Deus o meu pai também mudou, ainda bebe uns copinhos assim normais mas não demasiado como antes. 
Gostei muito da palestra e confesso que fiz um bocadinho de força para não desatar a chorar
enquanto o André contava a sua história de vida, achei muito corajoso da parte dele, falar assim da sua vida com estranhos e ainda sobre estes temas... é preciso ter muita coragem!!

                                                                                                                                  🧡🧡

27 de outubro de 2020

Retrospetiva - Encontro com o autor André Fernandes


No âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE), que decorre durante este mês, a biblioteca escolar está a desenvolver algumas atividades. 
Dessas atividades, destacamos o encontro com o autor André Fernandes que esteve no dia dezanove, na nossa biblioteca  para nos falar do seu percurso de vida retratado nos seus três livros. Foram realizadas quatro palestras, ao longo do dia. A fim de manter as normas de segurança e distanciamento, em cada sessão participou, apenas, uma turma. 
Todos os envolvidos, autor, alunos, professores e funcionárias gostaram imenso do encontro. Houve muita emoção e partilha de histórias de vida. Ficou, de novo, a promessa de um regresso. 
Foi a segunda vez que recebemos o autor na nossa escola, a primeira foi em 2018. 
Agradecemos ao André Fernandes a disponibilidade, a simpatia, e o carinho dedicados a todos, mas, em particular, aos alunos.
Foi um sucesso!