No dia 26 de março a turma do Curso de Educação e Formação de Operador Agrícola, 1.º ano, no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, deslocou-se ao Museu de Sines, numa visita guiada ao espaço arqueológico "O Seio de Tétis: Coleções de Arqueologia do Museu de Sines" e à exposição “Reencontrar: O Levantamento Cultural de Sines, 30 Anos Depois”, coordenado por Al Berto nos anos 80.
Divulgação e partilha de atividades, eventos, leituras, projetos, escrita criativa, novas aquisições para o fundo documental, ligações a sítios na web, artigos de interesse, ...
28 de março de 2014
Ida ao Teatro
No dia 20 de março, os alunos das turmas do 9.º ano e do 12.º C, deslocaram-se ao Centro de Artes de Sines, acompanhados pelos docentes de História e de Português, para assistir à representação teatral - 25 de Abril, História de uma Revolução - pela Companhia profissional de Teatro EDUCA!
26 de março de 2014
Dia do Francês
Amanhã, comemora-se, na escola, o Dia do Francês com bens alimentares tipicamente franceses à venda no bufete e na "Crêperie". A biblioteca tem uma exposição alusiva ao tema deste ano "La bande dessinée franco-belge".
Atitude melhora nota em português e matemática
crédito Felix Pergande / Fotolia.com
Curiosidade, persistência, responsabilidade e espírito colaborativo são características cada vez mais valorizadas e muito se fala em ensiná-las para desenvolver competências para o século 21. Graças a um estudo realizado pelo Instituto Ayrton Senna, agora se sabe que elas também melhoram o desempenho dos alunos em português e matemática. Segundo a pesquisa divulgada nesta terça-feira (25), o desenvolvimento dessas características ao longo da vida escolar impacta diretamente no aprendizado dessas disciplinas.
Chegar a essa conclusão foi possível após um questionário piloto ter sido aplicado a 25 mil alunos do 5º ano do ensino fundamental, 1º e 3º do médio, da rede estadual do Rio de Janeiro, em outubro do ano passado. As perguntas não tinham resposta certa ou errada, mas múltiplas alternativas que representavam, a partir de uma escala de pontos, determinadas dimensões de comportamento. Entre as questões estavam indagações como: “Quanto você consegue prestar atenção nas aulas?”, “Consegue estudar mesmo tendo outras coisas interessantes para fazer?” e “Quanto você é esforçado?”.
Notícia completa: aqui
21 de março de 2014
Dia Mundial da Poesia
[HÁ-DE FLUTUAR UMA CIDADE NO CREPÚSCULO DA VIDA]
há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado
por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém
e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no
coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)
um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
AL BERTO in O MEDO
20 de março de 2014
Mostra de Talentos
A turma do Curso Profissional de Técnico de Turismo, 2º ano, irá dinamizar um evento lúdico “Amostra de Talentos ESPAB” no dia 04 de abril, à tarde (último dia de aulas do 2º Período), na sala de convívio da Escola Secundária Poeta Al Berto.
Achas que tens Talento??
Inscreve-te!!
Se és apreciador de Talentos vem participar na nossa festa!!!
19 de março de 2014
Textos vencedores do concurso literário "Nas Esferas da Poesia"
Para ler os textos vencedores aceder à página "Escrita Criativa" . Os textos foram produzidos em contexto de sala de aula, selecionados pelas docentes de português e posteriormente apreciados pelo júri constituído por quatro docentes e uma assistente operacional.
10 de março de 2014
25 de fevereiro de 2014
Jovens não valorizam o poder das soft skills
A forma como as empresas recrutam mudou. Se durante longos anos a prioridade nas contratações recaia sobre os perfis tecnicamente mais fortes e sólidos. Hoje as empresas valorizam um equilíbrio quase perfeito entre a excelência técnica e as competências comportamentais. Um requisito para o qual uma percentagem significativa dos jovens não está consciente.
Os especialistas chamam-lhe “qualificações invisíveis” e atribuem-lhe uma importância crescente.
Estas competências não são adquiridas nos bancos da escola e decorrem, maioritariamente, da experiência e do percurso de vida dos indivíduos, podendo marcar toda a diferença no momento em que um recrutador tem de optar entre dois candidatos. Um trunfo ao qual a maioria dos jovens não está atenta.
Estas competências não são adquiridas nos bancos da escola e decorrem, maioritariamente, da experiência e do percurso de vida dos indivíduos, podendo marcar toda a diferença no momento em que um recrutador tem de optar entre dois candidatos. Um trunfo ao qual a maioria dos jovens não está atenta.
Formar uma banda, escrever letras de músicas, ter uma intervenção na comunidade, exercer voluntariado, lançar e dinamizar uma campanha de sensibilização para questões ambientais ou a favor dos direitos dos animais são experiências que podem catapultar qualquer currículo para o topo de uma pilha de centenas de CVs e ditar o tão ambicionado “sim” da parte do recrutador; tal o poder que atualmente têm os ensinamentos ”invisíveis” que resultam destas atividades.
As soft skills estão relacionadas com as atitudes e comportamentos das pessoas, em integração com outras. São comportamentais por natureza e desenvolvem-se através da emancipação dos jovens sobretudo como cidadãos, que ganham, além das competências adquiridas na educação dita formal, outro tipo de qualificações como falar em público, ter argumentos para discutir temáticas diferenciadas ou saber negociar em vários contextos”, explica.
Texto de Cátia Mateus (adaptado) in Expressoemprego, de 15 de fevereiro 2014
18 de fevereiro de 2014
Exposição "Crianças Austríacas da Cáritas em Portugal (1947-1958)".
Alguns alunos do 9.º ano, no âmbito da disciplina de História, participaram, no dia 13 de fevereiro, na atividade proposta pelo CAS, "Crianças Austríacas da Cáritas em Portugal (1947-1958)". Acompanhados pelas professoras Isabel Nascimento e Isabel Vicente, os alunos assistiram, à apresentação da exposição com a presença do Embaixador da Áustria
e uma representante da Cáritas de Sines.
14 de fevereiro de 2014
9 de fevereiro de 2014
6 de fevereiro de 2014
Trata-se da adaptação do livro homónimo de Markus Zusak e conta a história de uma rapariga que transforma a vida de todos ao seu redor quando é levada para viver com sua nova família, na Segunda Guerra Mundial, na Alemanha. Ela aprende a ler com a sua nova família e com Max, um judeu refugiado, que eles escondem, debaixo das escadas. Para Liesel e Max, o poder das palavras e da imaginação são um escape aos tumultuosos acontecimentos que vão surgindo nos subúrbios da cidade alemã. A Menina que Roubava Livros é a história de uma sobrevivente perante a violência humana. Mas é sobretudo uma linda história de amizade.
2 de fevereiro de 2014
Teresa Calçada esteve no jornal das 9 da SIC Notícias O JORNAL DAS 9 DA SIC NOTÍCIAS
http://videos.sapo.pt/quBMozjVfDOLpH6ZbfLI
Teresa Calçada que terminou o seu mandato como coordenadora nacional da RBE, por motivos de aposentação, deu uma entrevista a Mário Crespo, no Jornal das 9, da SIC Notícias. Nesta sua conversa ficou claramente evidenciado o papel e a importância das Bibliotecas Escolares.
27 de janeiro de 2014
Correio da Manhã entrevista Antonio G. Iturbe a propósito de ‘A Bibliotecária de Auschwitz’

Este livro, ‘A Biliotecária de Auschwitz’, surge do seu interesse pelo Holocausto?
Antonio G. Iturbe – Não. Chego a Auschwitz pelo caminho dos livros e das bibliotecas, ao descobrir que aí existiu uma pequena bibliteca, de apenas oito livros, escondida dos guardas nazis. Como foi possível ter havido uma biblioteca num sítio onde só há morte e destruição? Sempre me interessei pela história da leitura e este parecia ser um bom ponto de partida para uma reportagem sobre a biblioteca pública mais pequena da História.
(...)
Foi doloroso escrever o romance?
O livro conta um momento terrível da História da Humanidade. E não podes transmitir emoção se não te emocionas... Como em todas as coisas, há uma parte boa e uma má. Foi doloroso, mas aprendi muito. Aprendi que não há que perder a esperança. Neste momento, em Espanha, toda a gente está deprimida e pessimista, só se fala da crise. Bom. Estas pessoas atravessaram a obscuridade mais negra de todas, sem nunca perderem a vontade de lutar. Construiram uma escola e mantiveram uma biblioteca ilegal. Mantiveram a esperança e a energia para fazer coisas. É um grande ensinamento. Se nos abandonamos ao pessimismo, paralizamos.
Que efeito espera que o livro tenha no leitor?
É difícil. Quando escrevemos, fazemo-lo para os leitores, porque nós, autores, já conhecemos a história. Se nos sentamos ao computador para construir e polir as frases, é para os outros. Por outro lado, o leitor não existe. É uma abstração. E quase sempre acabas por escrever para ti próprio. Escreves o que gostarias de ler. Mas não é uma pergunta de resposta fácil.
Este livro é também declaração de amor aos livros?
Totalmente. Mas é natural: eu adoro livros. Sou uma pessoa normal, com uma existência corriqueira, mas os livros fizeram com que a minha vida fosse especial. Ao ler, vivi grandes aventuras. Dei a volta ao Mundo, conheci histórias de amor tremendas, casos criminais incríveis. Os livros multiplicaram a minha vida por muitas. Não teria tido tempo – ou coragem – para viver todas as vidas que os livros me proporcionaram. Por isso, estou-lhes muito grato. Quando entro numa biblioteca, entro como numa Igreja – é um local de reverência para mim.
Entrevista completa: aqui
16 de janeiro de 2014
Doentes depressivos "aviam" receitas na biblioteca
No Reino Unido, a prescrição de livros em vez de fármacos para tratar a depressão está a tornar-se cada vez mais comum. Além de "low-cost", o método, já conhecido como "Biblioterapia", não acarreta efeitos secundários.
Há uma nova terapia para depressão no Reino Unido e, a melhor parte, é que além de "low-cost" não apresenta efeitos secundários. É chamada de "Biblioterapia" e faz jus ao nome: em vez de fármacos, são prescritos livros. Isso mesmo: livros. É que, de acordo com alguns especialistas, além de fomentar a empatia, a leitura pode ajudar os pacientes a superar as suas fragilidades emocionais.
in Público online
ler artigo completo aqui
12 de janeiro de 2014
Mário de Carvalho vence Prémio Literário Fundação Inês de Castro
Mário de Carvalho venceu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2013 com o livro de contos A Liberdade de Pátio.
O prémio foi atribuído por unanimidade por um júri composto pelo catedrático José Carlos Seabra, pelo escritor Mário Cláudio, pelo poeta e ensaísta Fernando Guimarães, pelo tradutor e poeta Frederico Lourenço e pelo escritor e crítico literário Pedro Mexia.
3 de janeiro de 2014
Estudo revela como ler influencia a atividade cerebral
Uma equipa de investigadores da Universidade de Emory, nos EUA, descobriu de que forma é que um livro e uma boa história influenciam o nosso cérebro. Segundo o estudo, os efeitos da leitura afetam a biologia do cérebro de cada um, durante vários dias, depois de ler um romance.
Os resultados da investigação dão conta de alterações ao nível das ligações do cérebro durante os períodos de repouso que, depois de ler um romance, teimam em persistir.
"Há histórias que moldam as nossas vidas. Nalguns casos, elas ajudam as pessoas a definir a sua identidade", afirma o neurocientista Gregory Berns, líder da investigação e diretor do Emory's Center for Neuropolicy. "Queremos saber como é que as histórias entram no nosso cérebro e que efeitos têm nele".
A pesquisa teve por base o uso de imagens obtidas por ressonância magnética (fMRI) e começou por identificar os diferentes esquemas de atividade do cérebro durante os períodos de leitura. Mais tarde, focou-se nos efeitos neurológicos consequentes da leitura de uma narrativa, tendo como amostra de estudo 21 estudantes universitários e o livro 'Pompeia', de Robert Harris, como exemplo experimental.
A escolha da obra teve em conta a forte linha narrativa e revirar de acontecimentos presentes naquele que é um relato real da erupção do Monte Vesúvio, em Itália. "A história acompanha um protagonista que se encontra fora da cidade de Pompeia e que, ao dar conta de várias coisas estranhas que começam a acontecer à volta do vulcão, tenta voltar para dentro da vila para salvar a mulher pela qual está apaixonado. Entretanto o vulcão entra em erupção", resume o responsável.
Cada um dos participantes foi submetido a exames de fMRI ao cérebro, antes e depois da leitura. Os mesmos eram examinados pela manhã e incutidos de ler um excerto de várias páginas, todos os dias, à tarde. Para confirmar se tinham, efetivamente, lido a secção pretendida do livro, os participantes tinham de responder a um conjunto de perguntas sobre a mesma, antes de serem novamente examinados, já com o cérebro em período de descanso.
Depois de lida a obra completa, os estudantes foram submetidos a ressonâncias magnéticas durante mais cinco dias, para determinar, afinal, qual o verdadeiro impacto da história ao nível do seu cérebro. Os resultados deram conta do fortalecimento da conectividade cerebral na zona do córtex temporal esquerdo, associada à recetividade e aprendizagem das línguas.
Também no sulco central do cérebro, onde se encontra o motor sensorial primário, se verificou uma atividade cerebral mais intensa. Esta zona é responsável pela representatividade de sensações ao nível do corpo.
"Demos conta de mudanças neurológicas associadas às sensações físicas e aos sistemas de movimento, o que sugere que a leitura de um romance pode, efetivamente, transportar-nos para dentro do corpo do protagonista", refere Berns.
in sapo.pt
19 de dezembro de 2013
13 de dezembro de 2013
Prémio Pessoa para Maria Manuel Mota
Foto de Alberto Frias
Maria Manuel Mota, cientista de 42 anos, vê o seu trabalho distinguido com a atribuição do Prémio Pessoa 2013, que chega neste ano à 27ª edição.
A investigadora do Instituto de Medicina Molecular (Lisboa) é a vencedora do Prémio Pessoa 2013. A decisão foi hoje anunciada ao final da manhã no Palácio de Seteais, em Sintra, pelo presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão.
Maria Manuel Mota, 42 anos, é uma das maiores autoridades mundiais no estudo da malária. Torna-se no mais jovem vencedor do Prémio Pessoa, uma iniciativa conjunta do Expresso e da Caixa Geral de Depósitos.
Na fundamentação da decisão, o júri lembrou que a malária é hoje "uma das causas principais de mortalidade a nível mundial", salientando que o trabalho liderado por Maria Manuel Mota "tem desenvolvido investigação fundamental com vista a esclarecer os mecanismos pelos quais o parasita se desenvolve no hospedeiro humano."Francisco Pinto Balsemão sublinhou que "a compreensão dos processos" estudados pela vencedora do Prémio Pessoa 2013 " é indispensável para o desenvolvimento de estratégias de tratamento e prevenção" da malária , "nomeadamente através da vacinação." Neste ponto o presidente do júri destacou que o trabalho do grupo "recebeu recentemente um financiamento significativo da Fundação Bill & Melinda Gates."
In Expresso
10 de dezembro de 2013
Conta-me histórias… daquilo que eu não li
O Centro de Artes de Sines trouxe à nossa biblioteca o conto “Constantino, guardador de vacas e de sonhos” de Alves Redol, figura maior do neorrealismo português. Esta atividade tem como objetivo a motivação para a leitura desta obra de autor português.
Através da voz magistral de Cristina Fernandes, os alunos da turma CEF, Operador Agrícola, assistiram à audição dos capítulos iniciais da obra, reportando-se para um mundo rural, um mundo onde crianças e adultos trabalham a terra e são constantemente explorados por classes privilegiadas.
Os alunos manifestaram-se bastante agradados e curiosos quanto à continuidade da leitura da obra.
Prof.ª Augusta Silva
8 de dezembro de 2013
Nelson Mandela
"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo"
Nelson Mandela
18 de julho 1018 - 5 de dezembro 2013
5 de dezembro de 2013
Olhares de Golgona Anghel sobre Al Berto
A escritora Golgona Anghel esteve na nossa escola, no dia 20 de novembro, para conversar com os alunos do 10.º ano, do 1.º ano do curso profissional e de PLNM, e para partilhar connosco os seus "olhares" sobre o poeta Al Berto. A sala ficou cheia e os alunos adoraram, apesar de terem colocado poucas questões...
4 de dezembro de 2013
"Palestina: uma terra sem gente para uma gente sem terra"
Alguns alunos do 9.º ano e do 12.º C, no âmbito das disciplinas de Educação Visual e de História, respetivamente, participaram, no dia 21 de novembro, na atividade proposta pelo CAS. Acompanhados pelas professoras Vera Gonçalves e Maria José Amaral, os alunos assistiram, primeiro, à explicação dada pelo autor, Nuno Coelho, e depois interagiram diretamene na exposição ao preencherem de cor os posteres usando lápis colocados para o efeito .
30 de novembro de 2013
Fernando Pessoa
No dia em que comemoram os 78 anos da morte de Fernando Pessoa, no dia em que se comemoram os 20 anos da Casa Fernando Pessoa e no ano em que se comemoram os 125 anos do seu nascimento, um poema para homenagear o poeta.
Tabacaria
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos,
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
e quando havia gente era igual á outra.
saio da janela, sento-me numa cadeira. em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
(...)
Álvaro de Campos, Poesia
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos,
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
e quando havia gente era igual á outra.
saio da janela, sento-me numa cadeira. em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
(...)
Álvaro de Campos, Poesia
Press Release for World AIDS day
Vem aí o Dia Mundial da Luta Contra a SIDA e a equipa de investigação Aventura Social da Universidade de Lisboa vai divulgar um Press Release com a posição portuguesa dos resultados da investigação nos adolescentes portugueses (em comparação com os outros adolescentes europeus). Trata-se de um estudo com representatividade nacional, inserido numa rede de 43 países, o Health Behaviour in School-aged children / WHO.
Para mais informação: http://www.hbsc.org/
Relatório Internacional 2009/10: http://www.hbsc.org/publications/international/
Site português: http://aventurasocial.com/
Para mais informação: http://www.hbsc.org/
Relatório Internacional 2009/10: http://www.hbsc.org/publications/international/
Site português: http://aventurasocial.com/
25 de novembro de 2013
24 de novembro de 2013
Recolha de documentos para construção do espólio documental da escola
Se tiver documentos sobre a escola, artigos de jornais, fotografias, guiões de atividades, cartazes.... e se quiser contribuir para a construção do seu espólio documental, pode entregá-los na biblioteca da escola.
A escola agradece!
21 de novembro de 2013
Resultados da atividade "Bibliopaper"
No dia 28 de outubro - dia das bibliotecas escolares - realizou-se para as turmas do 7.º ano um "Bibliopaper" na biblioteca escolar.
Os vencedores, por turma, da atividade são os seguintes:
7.ºA - grupo constituído por Ana Simão; Ariana Cabral, Beatriz Franco e Miriam Borges
7.ºB - grupo constituído por Mariana Pinela, Marta Ramalho e Vanessa Ferreira
7.ºC - grupo constituído por Andrei Pintea e Íris Lima
Os alunos participantes responderam a um inquérito de satisfação para avaliarem de 1 a 5 a atividade e o resultado foi o seguinte:
20 de novembro de 2013
16 de novembro de 2013
9 de novembro de 2013
Possíveis leituras para preparação da sessão "Olhares sobre Al Berto" com a escritora Golgona Anghel
Estas são as obras publicadas pela nossa convidada. A sessão vai acontecer no dia 20 de novembro, pelas 11 horas.
- Eis‐me acordado muito tempo depois de mim, uma biografia de Al Berto (Quasi Edições, 2006)
"Eis-me acordado muito tempo depois de mim, de Golgona Anghel, é um livro/biografia que captura a poética e o esplendor da vida/escrita de Al Berto, registos desenvolvidos com vivacidade. São retratos, leituras irónicas honestas, informativas e obtusas, fragmentos do real e do mundo ficcional, retratos para serem apreciados ou devorados feito a escritura do biografado. A biógrafa soube, delicadamente, mapear as várias vidas numa só de Alberto Raposo Pidwell Tavares." (Rodrigo da Costa Araújo)
- Cronos decide morrer, Leituras do tempo em Al Berto (Língua Morta, 2013).
"INSTANTE OU PROCESSO, passagem ou passamento, experiência em negativo do ser, impossibilidade, excepçãp ou hábito, a angústia perante o desconhecido ou a culpa do sobrevivente, temporária ou eterna, grito ou apenas um rumor de fundo, são algumas das caras rotineiras que a cabeça da morte vai ensaiando. Mas de que modo isso se dá na obra de Al Berto?" (Golgona Anghel)
- Edição dos Diários do poeta Al Berto (Assírio &Alvim, 2012).
- Crematório Sentimental - Guia de Bem-Querer (Quasi Edições, 2007)
"O presente Guia de Bem-Querer deve ser entendido como um instrumento de trabalho elaborado com o objectivo de pemitir às partes apresentar os seus articulados e alegações orais na observância das formalidades que o Código do Trabalho Poético considera mais adequadas. Ao mesmo tempo será dado destaque à prática processual seguida pelo Poeta. Em contrapartida, este Guia não se destina a dar instruções estilísticas nem a substituir o corpo das disposições em vigor. (...) o Guia não garante sucesso absoluto nem se responsabiliza pelas eventuais relações contenciosas a decorrer da aplicação do mesmo."
- Vim porque me pagavam, (Mariposa Azual, 2011)
VIM PORQUE ME PAGAVAM,
e eu queria comprar o futuro a prestações.
Vim porque me falaram de apanhar cerejas
ou de armas de destruição em massa.
Mas só encontrei cucos e mexericos de feira,
metralhadoras de plástico, coelhinhos de Páscoa e pulseiras
de lata.
(...)
- Como uma flor de plástico na montra de um talho (Assírio &Alvim,2013)
ENCONTRADO NUM CONTENTOR DE RUA,
sem cavalo e sem reino,
o músico,
quase cego, quase surdo,
começa o seu turno,
ainda perseguido pela última garrafa de tinto.
(...)
___________________________
Golgona Anghel nasceu na Roménia, em 1979, mas vive há anos em Portugal, onde estabeleceu residência. Licenciou‐se (2003) em Estudos Portugueses e Espanhóis na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é pós-graduada em Estudos Europeus - Direito Comunitário (2004), vertente jurídica, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e doutorada (2009) em Literatura Portuguesa Contemporânea , na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
O tema da sua tese foi A Metafísica do Medo - Leituras da Obra de Al Berto.
8 de novembro de 2013
7 de novembro de 2013
Ondjaki vence Prémio José Saramago
foto STEVEN GOVERNO / GLOBAL IMAGENS
O escritor angolano Ondjaki, de 36 anos, com o romance Os transparentes, é o vencedor do Prémio José Saramago 2013.
É a oitava edição do galardão, instituído pela Fundação Círculo de Leitores, que distingue autores com obra editada em língua portuguesa, no último biénio, menores de 35 anos à data de publicação da obra.
«Este prémio não é meu, este prémio é de Angola», refere o escritor.
A obra Os Transparentes foi publicada em 2012 pela Editorial Caminho e, segundo Vasco Graça Moura, surpreende pela «maneira como a sua utilização da língua portuguesa é, não só capaz de captar com a maior naturalidade as mais diversas situações num contexto social tão diferente do nosso, mas comporta em si mesma fermentos de uma inovação que espelha com força e realismo um quotidiano vivido na sua trepidação e também funciona eficazmente ao restituí-lo no plano literário».
Ondjaki, pseudónimo literário de Ndalu de Almeida, publicou o seu primeiro livro, de poesia, actu sanguíneu, em 2000.
O nome de Ondjaki junta-se agora ao de Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo e Andréa del Fuego, que viram também livros seus premiados com este galardão.
- Actu Sanguíneu (poesia, 2000)
- Bom Dia Camaradas (romance, 2001)
- Momentos de Aqui (contos, 2001)
- O Assobiador (novela, 2002)
- Há Prendisajens com o Xão (poesia, 2002)
- Ynari: A Menina das Cinco Tranças (infantil, 2004)
- Quantas Madrugadas Tem A Noite (romance, 2004)
- E se Amanhã o Medo (contos, 2005)
- Os da minha rua (contos, 2007)
- AvóDezanove e o segredo do soviético (romance, 2008)
- O leão e o coelho saltitão (infantil, 2008)
- Materiais para confecção de um espanador de tristezas (poesia, 2009)
- Os vivos, o morto e o peixe-frito (ed. brasileira / teatro, 2009)
- O voo do Golfinho (infantil, 2009)
- dentro de mim faz Sul, seguido de Acto sanguíneo (poesia, 2010)
- “a bicicleta que tinha bigodes” (juvenil, 2011)
- Os Transparentes (romance, 2012)
- Uma escuridão bonita (juvenil, Brasil/Portugal, 2013)
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