Divulgação e partilha de atividades, eventos, leituras, projetos, escrita criativa, novas aquisições para o fundo documental, ligações a sítios na web, artigos de interesse, ...
11 de novembro de 2016
10 de novembro de 2016
Retrospetiva fotográfica MIBE
Publica-se a retrospetiva das atividades desenvolvidas no âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.
8 de novembro de 2016
Resultados da atividade "Conhecer a BE"
Nos dias 21 e 31, as cinco turmas do 7.º ano participaram na atividade proposta pela biblioteca escolar.
Para conhecerem um pouco melhor a biblioteca, os alunos tinham como tarefa responder a um questionário de 20 perguntas. Os alunos constituíram grupos e através de um tablet acederam ao blogue da biblioteca onde estava publicado o link do questionário " Conhecer A BE da ESPAB".
Os vencedores, por turma, foram os seguintes:
7.º A - grupo constituído por Érica Silva, Ana Margarida Correia - 15 pontos
7.º B - grupo constituído por Andrea Preda, Brisseise Carvalho e Janina Sztan- 17 pontos
7.º C - grupo constituído por Carolina Saramago e Ana Marta Faustino- 17 pontos
7.º D - grupo constituído por Daniela Ramos, Adriana Matias, e Maria Pina - 18 pontos
7.º E - grupo constituído por Daniela Leu e Cláudia Custódio - 18 pontos
O questionário apresentava duas questões que permitiram avaliar o grau de dificuldade da atividade e o grau de satisfação dos alunos. Assim, num universo de 45 respostas o resultado foi o seguinte:
28 de outubro de 2016
20 de outubro de 2016
Dia da Biblioteca Escolar
Integrada na comemorações do Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE), a atividade -Bibliotablet - destina-se aos alunos do 7.º ano.
Durante a aula de português (45 minutos), cada turma, dividida em grupos, desloca-se à biblioteca acompanhada pela respetiva professora.
Cada grupo de alunos receberá um tablet a fim de responder ao quiz "Conhecer a BE da ESPAB".
Para aceder ao questionário clicar no link seguinte:
Dia da Biblioteca Escolar
Integrada na comemorações do Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE), a atividade -Bibliotablet - destina-se aos alunos do 7.º ano.
Durante a aula de português (45 minutos), cada turma, dividida em grupos, desloca-se à biblioteca acompanhada pela respetiva professora.
Cada grupo de alunos receberá um tablet a fim de responder ao quiz "Conhecer a BE da ESPAB".
Para aceder ao questionário clicar no link seguinte:
"Conhecer a BE da ESPAB"
Durante a aula de português (45 minutos), cada turma, dividida em grupos, desloca-se à biblioteca acompanhada pela respetiva professora.
Cada grupo de alunos receberá um tablet a fim de responder ao quiz "Conhecer a BE da ESPAB".
Para aceder ao questionário clicar no link seguinte:
"Conhecer a BE da ESPAB"
12 de outubro de 2016
Ler mais, Comer melhor
Atividade integrada no Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE), em articulação com o Gabinete de Educação para a Saúde (GES).
Conta-me histórias... daquilo que eu não li
Atividade integrada no Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE), em articulação com o Centro de Artes de Sines (CAS) e a disciplina de Português.
11 de outubro de 2016
3 de outubro de 2016
29 de setembro de 2016
O rapaz que habitava os livros
O rapaz que habitava os livros
Barafustaram comigo, nem escutaram o que eu queria
que entendessem. Diziam que os livros queimavam os olhos, eram diurnos, não
serviam para as noites. As regras do nosso colégio interno, para meninos
casmurros como eu, mandavam assim.
Queriam os livros no corredor. As luzes apagadas às
nove.
Eu ainda deitei mão a alguns volumes, toquei-lhes
brevemente igual a quem cai num precipício e procura agarrar-se, mas não me
deixaram nada. Apenas o candeeiro já apagado, como se a luz tivesse morrido de
tristeza.
Adormeci muito mais tarde, de todo o modo. O
coração rasgado em papelinhos pequenos. E uma gula esquisita embrulhada no
estômago parecia dizer que eu não havia jantado.
Fui ver a minha nova estante logo pela manhã.
Era um bocado de espaço arranjado entre tralhas
meio esquecidas. Fiquei ofendido. Os livros não esquecem nada. Eles são para
sempre a mesma memória admirável. Esquecer livros é uma agressão à sua própria
natureza. Embora, na verdade, eles nem se devam importar, porque podem esperar
eternamente.
Alguém colocara uma pequena placa dizendo: não
alimente os animais. Fiquei sem saber se queriam dizer que os livros eram
bichos comendo as nossas ideias ou se seria eu um devorador de páginas,
alimentado de palavras como as histórias. As histórias podem comer muitas
palavras.
Pensei: os meus queridos livros. Era o que pensava
e sentia: os meus queridos livros. Olhava-os como se estivessem vivos e
pudessem sofrer. Como se pudessem também entristecer.
Gostei de colocar a hipótese de os livros serem
como bichos. Isso faz deles o que sempre suspeitei: os livros são objectos
cardíacos. Pulsam, mudam, têm intenções, prestam atenção. Lidos profundamente,
eles estão incrivelmente vivos. Escolhem leitores e entregam mais a uns do que
a outros. Têm uma preferência. São inteligentes e reconhecem a inteligência.
Os livros estão esbugalhados a olhar para nós.
Quando os seguramos, páginas abertas, eles também estão esbugalhados a olhar
para nós.
Os meus colegas ficaram todos a rir-se para mim. Eu
era conhecido como o rapaz que perdia a hora de dormir. Tinha a cabeça na lua,
diziam. Não me importei nada. Rirem-se de nós pode ser só um erro no ponto de
vista. E eles, todos eles, estavam errados.
A primeira vez que vi um livro, que me lembre, era
um que estava aberto, pousado sobre a mesa, com as folhas em leque como se
fossem uma colorida flor contente.
Podia ser uma caixa esquisita para arquivar pétalas
secas, podia ser para guardar documentos ou cartas de amor. De perto, era
afinal um livro muito branco, cheio de palavras impressas. Julguei que podia
ser um bordado miudinho. Um enfeite para que as páginas ficassem bonitas.
Pensei que fosse uma prenda de enxoval.
Depois, compreendi, era o modo silencioso das
conversas. Todos os livros são conversas que os escritores nos deixam. Podemos
conversar com Camões, Shakespeare, machado de Assis, mesmo que tenham morrido
há tantos anos.
A morte não importa muito para os livros.
Mais tarde, aprendi que os livros acontecem dentro
de nós. Claro que eles podem ser bonitos de se ver, mas são sobretudo incríveis
de pensar. Eu disse que ler é como caminhar dentro de mim mesmo. E é verdade.
Quando lemos estamos a percorrer o nosso próprio interior.
Uma menina do colégio perguntava-me sempre se eu
queria brincar às coisas bonitas. Brincar de beleza, dizia assim. Era igual a
ficarmos cheio de delicadezas a fazermos de conta que adorávamos de tudo: os
puxadores velhos das portas, os livros de álgebra, as meias rendadas da
professora, a sopa de beterraba à hora de jantar no refeitório ou o cão zangado
do guarda nocturno. Servia de maneira divertida para fazermos de conta que o
mundo era maravilhoso e, subitamente, o mundo inteirinho parecia mesmo
maravilhoso. Isso era tão bom de sentir.
Um dia, eu disse: vamos brincar à beleza das coisas
que se pensam, como as que se lêem. Porque as coisas que se lêem precisam de
ser pensadas. E ela perguntou: as que existem ou as que não existem? E eu
disse: todas. As coisas todas que pudermos imaginar.
Então, ela propôs: pássaros com trombas de elefante
a voar sobre cabeças de mulheres com cabelos de raízes de árvores. Rimos muito
e eu exclamei: que lindo. Repeti, lentamente: pássaros com trombas de elefante
a voar sobre cabeças de mulheres com cabelos de raízes de árvores. Depois
acrescentei: chávenas de chá com bocas falantes que ferram as mãos de quem as
tenta pegar. Rimos muito e ela exclamou: que lindo. Repetiu: chávenas que
ferram.
Ela disse: carros com pneus feitos de batatas
gigantes que têm pêlos como as pernas dos homens e a transportar famílias de
galinhas felizes. Rimos e eu exclamei: que lindo, adoro galinhas felizes.
Repeti: carros com famílias de galinhas felizes.
E se fosse um homem com tartarugas ao invés de
olhos? Ia ver muito devagarinho. E outro que tivesse um canguru ao invés de boca?
Ia falar aos saltos.
Uma árvore que tivesse braços de pessoa ao invés de
troncos e segurasse ninhos de cegonhas nas mãos. Que lindo! Depois, eu disse:
os meus pais a darem um beijo. E os meus avós. E ela respondeu: e os meus
também. Os meus também. Rimos, e exclamamos subitamente em conjunto: que lindo.
Fui dizer-lhe que me haviam levado os livros do
quarto. Estava igual a sozinho. Absolutamente sozinho a noite inteira. E ela
respondeu: isso é feio. Sabia bem que importância tinham para mim as histórias.
Ela perguntou: e agora? Eu respondi: passo os dias à espera dos intervalos para
ler um bocadinho. Passo as noites a sonhar à pressa para poder acordar e voltar
a ler. Ela respondeu: sonhar à pressa é uma pena.
Quando eu sonhava que lia, acordava. Parecia um
castigo. Era comum, subitamente, que eu me esquecesse de tudo durante os
intervalos. Corria para os bancos no lado da frente do colégio, à vista dos
janelões principais, e aí deitava os olhos às letras e a alma inteira à
imaginação. Quando era hora de entrar, tantas vezes algum colega vinha
cutucar-me. Diziam: anda, seu distraído. Anda embora.
Um dia, ninguém me cutucou. Fiquei apenas
caminhando dentro de mim mesmo, o que era diferente da solidão.
A professora mandou dois rapazes aos janelões da
frente a chamar por mim. Assim chamaram. Mas eu, juro muito, não os ouvi.
Voltaram para dizer à professora: parece que se
mudou para dentro do livro porque não ouve a nossa voz. Usámos os binóculos da
sala de ciências e vimos bem, senhora professora. Ele sorri. Está feliz.
Isso levantara o problema de saber como trocar a
felicidade pelo regresso à aula.
15 de setembro de 2016
24 de junho de 2016
17 de junho de 2016
9 de junho de 2016
12 de maio de 2016
Semana dos Média /media Week - Inquérito de satisfação
Terminada a atividade Semana dos Média/ Media Week, realizada de 2 a 9 de maio, falta concretizar a avaliação.
Mais uma vez, apelamos à vossa colaboração! Disponibilizem 5 minutos e acedam ao questionário através da seguinte ligação:
Semana dos Média / Media Week
No âmbito da Semana dos Media/Media Week, assinalada entre os dias 3 e 9 de maio, realizaram-se, na Biblioteca Escolar, três sessões de apresentação dos trabalhos elaborados pelos alunos do 10.º ano aos alunos do 8.º ano.
Os trabalhos incidiram sobre o uso dos ‘Social Media’, especificamente no que respeita à sua utilização como veículo de transmissão e tomada de conhecimento sobre os mais variados assuntos mediáticos e sociais.
Na Biblioteca Escolar, esteve também disponível um PowerPoint que permitiu a visualização de todos os trabalhos realizados pelos alunos.
1 de maio de 2016
26 de abril de 2016
42 anos de Abril
Os 42 anos de abril foram assinalados na escola com duas atividades:
- Exposição na biblioteca escolar
- Momento cultural com leitura de poema de Manuel Alegre e canto e acompanhamento musical de 3 canções, uma de Bob Dylan e duas de José Afonso.
Apresentação powerpoint:
Filme (clicar na imagem)
Filme (clicar na imagem)
No final da sessão foram distribuídos alguns cravos aos alunos participantes, elaborados pela equipa da BE.
18 de abril de 2016
15 de abril de 2016
13 de abril de 2016
Semana da Leitura - Inquérito de Satisfação
Terminadas as atividades no âmbito da "Semana da leitura" realizadas de 14 a 18 de março e após a publicação da retrospetiva fotográfica, do vídeo referente ao LCD - O Cavaleiro da Dinamarca e da leitura expressiva do conto de Ondjaki, falta concretizar a avaliação.
Mais uma vez, apelamos à vossa colaboração! Disponibilizem 5 minutos do vosso precioso tempo!
Acedam ao questionário através da seguinte ligação:
https://docs.google.com/forms/d/1Z7BS0ylkj20G5CUKcSx48fRKgHowkHN9ZP8MOcti8lw/viewform
https://docs.google.com/forms/d/1Z7BS0ylkj20G5CUKcSx48fRKgHowkHN9ZP8MOcti8lw/viewform
A equipa da BE, agradece!
Muitas e Boas Leituras!!!!
11 de abril de 2016
5 de abril de 2016
4 de abril de 2016
Dia do francês - inquérito de satisfação
Disponibiliza-se o link que dá acesso ao inquérito de satifação da atividade "Jour du Français" realizada no dia 10 de março.
https://docs.google.com/forms/d/1VBHWNtW4clUZPFzZz94Cg2wzY_HKPzgAKIR61znrvGQ/viewform
As professoras de francês agradecem a vossa participação.
1 de abril de 2016
Ler, Criar, Dramatizar - LCD
APRESENTAÇÃO DA ADAPTAÇÃO DA OBRA
"SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES"
4 de abril | 19h00 | Centro de Artes de Sines (auditório)
Os alunos da Escola Secundária Poeta Al Berto apresentam uma adaptação da obra "Sermão de Santo António aos Peixes", do Padre António Vieira, no auditório do Centro de Artes de Sines, no dia 4 de abril, pelas 19h00. A entrada é livre.
O projeto é fruto da residência artística realizada pelos alunos no Centro de Artes de Sines, entre 28 de março a 1 de abril de 2016, sob a orientação da equipa técnica do Serviço Educativo e Cultural do Centro de Artes de Sines.
Participantes:
Carolina Castro- 10ºA
Guilherme Chalupa- 11ºA
Inês Póvoas - 11º C
Marta Ramalho - 9º B
Martim Simões - 11ºA
Mariana Plácido - 11º A
Tomás Afonso - 11ºA
21 de março de 2016
Dia Mundial da Poesia
in "30 aniversário do CCEN -Três Décadas: Diálogos Intemporais."
V
Ele murmura:
deixemos o sonho para quando os corpos se perderem
no excesso das imagens ou na sua irritação
eles simulam o amor
um olhar rápido pelo lugar abandonado
pressente-se ainda a fuga dos corpos
na aragem que limpa a casa
a memória poderá reconstruir tudo a partir das imagens
e do intenso cheiro a mato
por agora nada mais é visível
...azul e mais azul e nenhuma mudança na paisagem
nenhum vestígio
as luzes apagaram-se o material foi guardado
o lugar adormece por baixo do bolor imutável
e no esquecimento
os actores caminham para o fim do filme
um gravador esquecido
regista os passos que se afastam devagar
não sabemos ao certo para onde
11 de março de 2016
8 de março de 2016
Dia Internacional da Mulher
O mar dos meus olhos
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética
7 de março de 2016
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